(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Poesia longe de mim

Não faço poesia,
Porque não sou poeta.
Sou comum demais,
em qualquer lugar.
É só um jogo de palavras,
enquanto sinto e
brinco com velhos amigos
tirados do pensamento.
Figuras que falam e que
as vezes escrevem.
Mas isso não é poesia.
Poesia é para letrados,
É coisa fina e cheirosa.

Só me transcrevo,
a mim mesmo,
O que fala meu silêncio.
Satisfaço minha solidão,
Bordando algumas idéias,
E pintando quadros.
Por vício ou por tesão.

As palavras,
Ajudam-me a escoar.
E me libertam.
Mas é só minha escrita egoísta,
tentando exercitar eu mesmo.
por isso não me rotule poesia
e não aprisione minha alma.
Carol Montenegro

domingo, 20 de julho de 2008

Dia do Amigo

A Importância da Amizade


Quando a gente é criança,
Não valoriza a amizade,
Mas quando se cresce,
Ela é essencial,
É especial.

Amizade antiga, recente,
Amigos ausentes,
Amizade que nunca se acaba,
Que resiste a tudo.
A todas as fofocas,
A todas as piadinhas…
Amizade é importante,
Pelo menos para mim,
Para alguns de vocês,
Para a maioria de nós.
Tantos segredos,
De uma vida inteira,
De uma infância passageira…

Amigos de escola,
Desde criança,
Criança que não aprendeu ainda o que é amar.
Criança que brinca sem malícias,
Só por brincar,
Para se divertir.

Se vocês soubessem tudo que passei por vocês meus amigos!
Quantas vezes chorei escondido,
Sem ninguém ver,
Me aconselhar,
Só pensando na possibilidade
Do destino nos separar.
Mas, antes nos preparando
Para que entendamos,
Mas não vamos entender nunca.

Amizade é uma corrente que jamais se romperá.

domingo, 13 de julho de 2008

O Momento de Dar um Basta


As nossas desilusões são os resultados da não realização de nossas aspirações e desejos. Assim acontece com os amores, com as amizades, com o trabalho e com todas as atividades que realizamos. Acreditamos em algo, lutamos por aquilo, nos empenhamos em concretizar o que queremos e, em alguns casos, tudo parece ser em vão. Mas qual é o momento certo para parar de tentar? Qual é a hora de dar um basta em tudo e seguir em frente?

Quando falamos de amor - o bichinho que rói, rói, rói - a situação é ainda mais complicada. O amor envolve duas pessoas e quando chega o final, geralmente, um acredita que é a hora de terminar, enquanto o outro acha que o casal deve continuar tentando. É muito dolorido acreditar em uma relação e não poder fazer absolutamente nada porque o outro diz, simplesmente, não.

Mas o que leva um ser a acreditar que chegou o fim? Provavelmente o único sentimento mais poderoso que o amor: o bem-estar. Sentir-se bem é a razão pela qual as pessoas acreditam que é hora do fim. Quando uma relação vem capengando, com brigas, animosidade, sexo já não tão excitante, entre outros, um dos amantes vai chegar a conclusão de que o amor já não mais basta. É preciso primeiro estar bem, para depois amar, senão o amor se confunde com ódio, competição, insegurança e muitas outras coisas ruins.

O certo e o errado são mesmo relativos. Se levarmos adiante uma relação que parece estar falida, não temos como prever o que pode acontecer. As evidências apontam para o final como a melhor opção a ser feita, mas por outro lado, vamos ter que conviver com a eterna duvida: e se eu tivesse tentado mais uma vez? Me esforçado um pouco mais, com mais entendimento e empenho? Em compensação, o "dar um basta" pode ser a melhor solução para uma relação. A escolha certa ou errada só sera definida após o tiro ter sido dado no escuro.


Ewerton Nunes

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dor da Desilusão

Como é difícil entender as leis da vida.
Quando você pensa que está entendendo tudo, que agora sabe o que vai acontecer, aí vem a resposta da vida te dizendo que você não sabe de nada e tudo aquilo que você pensa está entendendo é mera utopia...

Nunca se iluda diante dos pensamentos e de outras coisas abstratas. A dor da desilusão é a pior dor que um ser humano pode sentir...
Dor por dor, o melhor é sofrer por uma coisa concreta...

Mas uma coisa é certa, lá na frente você percebe que essa dor fez você subir mais um degrau do amadurecimento.
Tudo na vida tem vantagens e desvantagens, e a desilusão não ia ficar atrás, não ia ser diferente.

O fato é que ninguém, quer ter uma desilusão.
E o que fazer quando isso acontece?

Esperar? Morrer? Sofrer mais? Derramar mais lágrimas? Isolar-se do mundo?

Pergunta sem resposta é o que mais aparece diante dessa situação.
E enquanto as respostas não aparecem, é melhor extravasar toda a dor... chorar, chorar, chorar, chorar...

Mas aí vem mais uma questão...

Vai valer a pena??

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A Saudade

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o McDonald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...


Miguel Falabella.