(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sábado, 22 de novembro de 2008

Cartas de Amor


Todas as cartas de amor são
ridículas.
Não seriam cartas de amor
se não fossem
ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
como as outras,
ridículas.
As cartas de amor,
se há amor,
têm de ser
ridículas.

Quem me dera o tempo em que eu escrevia,
sem dar por isso,
cartas de amor
ridículas.
Mas, afinal,
só as criaturas que nunca escreveram
cartas de amor
é que são
ridículas...


Álvaro de Campos ( heterônimo de Fernando Pessoa )

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Morte Devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

Martha Medeiros

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Segredo do Sucesso

O segredo do sucesso na vida de uma pessoa reside na sua persistência, na sua perseverança, na sua vontade incontrolável de conquistar seus objetivos....
Por isso, nunca desista de seus sonhos....
nunca desista de seus ideais....
nunca desista de viver....
nunca desista de amar....
O melhor momento para se ver as estrelas é durante a escuridão....
Quando tudo parecer escuro e sombrio na sua vida, olhe para a beleza das estrelas, e se guie pelo seu brilho, rumo a um novo amanhecer.
Nunca desista de recomeçar....
Nunca desista de Jesus Cristo, pois ele nunca vai desistir de você!!

domingo, 2 de novembro de 2008

Cuidado Com a Pressa

Estou chocado com a rapidez do tempo. Os dias passam numa velocidade incrível.
Faltam apenas dois meses para o fim do ano. Nas ruas já podemos ver símbolos natalinos sendo expostos. São árvores sendo erguidas, luzes que começam a iluminar as lojas, as casas e as próprias árvores.

Está se aproximando um dos meses mais nostálgicos de todo o ano. É aquele mês onde começamos a refletir sobre o que fizemos no decorrer do ano, como agimos e o que faltou fazer, para no próximo ano colocar em prática aquilo que não fizemos.
Mas infelizmente é só nessa época em que as pessoas param e fazem uma reflexão interior. A maioria passa o ano todo fazendo coisas erradas e quando chega o último mês quer se redimir de todo o mal.
Bom são as promessas para o novo ano: “vou fazer isso”, “nunca mais farei isso”, “vou ser outra pessoa”. Enfim, mais parecem até políticos, só ficam nas promessas.
Fazer o quê? Esse é o mundo em que vivo. Faço a minha parte, às vezes me sinto até um beija-flor no meio da floresta querendo apagar um incêndio.

Deixemos esse assunto para depois, porque não adianta ficar escrevendo, dando lições de moral, pois as pessoas perderam o hábito de ler. Voltemos ao tempo.
Devemos ter medo dessa rapidez com que o tempo passa diante de nós. Será o fim do mundo ou será apenas um fenômeno natural? Será que o tempo sempre passou dessa forma e nunca percebemos ou será que nós que estamos tão mudados e o tempo em nada mudou?

Diante dessas perguntas só posso me preocupar com uma coisa. Em saber se estou aproveitando de forma certa cada dia que passa... Não quero deixar de viver nada, cada fase de nossa vida é diferente e única. É por isso que quase sempre me chamam de louco, pois faço coisas por impulso, mas algumas vezes deixo de viver coisas porque simplesmente existe o amanhã. E aí está o meu erro.
Quero pedir ao Senhor que não deixe escapar das minhas mãos a simplicidade da vida. Que eu viva tudo e nunca sinta culpa nem arrependimento de nada vivido. Entre os dois prefiro sentir arrependimento. Certa vez eu li que o arrependimento é bem melhor do que culpa. Porque a culpa nos paralisa, o arrependimento não, ele faz a gente crescer, e ajuda a corrigir os erros que cometemos. Por isso não quero deixar de viver nada. Se não for aquilo que eu queria, tudo bem, pelo menos eu tentei e não fiquei parado.

É isso... Deixa-me ir porque já está na hora de dormir. Já passa das dez. [Não estou dizendo que o tempo passa rápido, agorinha eram seis da noite]. =\