(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

Minha foto
Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

domingo, 30 de agosto de 2009

É Só Você Querer

"O meu amor é seu
É só você querer
Eu faço qualquer coisa pra ficar com você.

Te dou meu coração
E o que você sonhar
Você não sabe como é grande essa vontade de te amar.

Você tem o perfume da manhã
E eu fico doidinho pra cheirar
A sua boca é uma romã
E eu fico doidinho pra beijar.

Você é minha luz eu vou seguir
Porque sei que posso me dar bem.
O meu coração me diz
Igual a tu não tem ninguém."

Nando Cordel

domingo, 23 de agosto de 2009

Caminhos Cruzados

"Quando um coração que está cansado de sofrer
Encontra um coração também cansado de sofrer
É tempo de se pensar,
Que o amor pode de repente chegar.
Quando existe alguém que tem saudade de alguém
E esse outro alguém não entender
Deixa esse novo amor chegar,
Mesmo que depois seja imprescindível chorar.
Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar.
Vem nós dois vamos tentar,
Só um novo amor pode a saudade apagar."

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Viver, apenas viver

Por que exitem pessoas que amam tanto magoar as outras?
Porque pessoas perdem tanto tempo de suas vidas tomando conta da vida de outras pessoas e julgando seus atos e atitudes, e até mesmo seu modo de levar a vida?

Pensei bem nisso durante algum tempo, e cheguei a uma simples conclusão de que é muito mais fácil julgar atos que considerem falhos de outras pessoas do que olharem para si mesmos, enxergarem suas vidas vazias e descobrirem que o que eles julgavam e consideravam fútil, vago, inútil ou ridículo, não é nada mais, nada menos o que gostariam de ter coragem para viver e não têm.
Então por que dar ouvidos e nos magoarmos com julgamentos alheios, críticas destrutivas de pessoas cheias de amargura?

Nada disso! Chega de se importar com o que os outros vão pensar.
Passemos por cima disso tudo e vamos mostrar o quanto é gostoso viver sem essas amarras de fazer o que os outros querem que façamos, de viver o que os outros esperam que vivamos, de ser o que os outros querem que sejamos.
Seja acima de tudo você mesmo, o tempo todo, independente do que as outras pessas pensam ou desejam que você seja.

Elas sim, que mudem e se tornem o que quiserem.
Coloquemos uma coisa na nossa cabeça: "Primeiro eu. O que eu gosto. Como eu me sinto. Se estou feliz ou não".

Viva levemente...

sábado, 15 de agosto de 2009

Curiosidade

É curioso, as pessoas atualmente procuram a intimidade para fugir da intimidade. Não desejam desejar, desejam se entreter, o que não é seu problema, mas acaba sendo por empréstimo. Fogem de qualquer possibilidade de instabilidade. Amor é instabilidade. Fogem das ameaças à mudança de rotina, à alteração na agenda, nas baladas e nos amigos. Estão mais preocupados em contar que não ficaram solteiros em uma noite do que em enfrentar os recalques de uma vida inteira. Fogem do próprio medo. Logo se despem para não mais se preocupar com a nudez. A nudez é um obstáculo porque exige dedicação. A nudez não é o que se mostra, é o que se descobre. É facilmente esquecida quando não foi imaginação. Se não é imaginada, não é vista.

É fácil seduzir no início. Seduzir se ambos não sabem nada um do outro. Tudo será fatalmente perfeito. É fácil mentir os vícios, jogá-los para trás com os cabelos. Apresentar disposição e entusiasmo, defender princípios tomando vinho, concordar que os ex foram canalhas para agradá-la. Isso é bajulação, não autenticidade. Uma mulher não quer ouvir um elogio, quer ser o elogio.

A conquista começa depois do sexo. Não antes. Não com palavras fabricadas, telefonemas súbitos, presentes inesperados.
Depois do sexo é o instante em que o homem vai revelar seu caráter, se ele se importa contigo ou apenas cata um espelho para confirmar a vaidade. Naquele instante em que junta as roupas. Com a cabeça baixa, denunciou que não está ali. Que foi embora antes da despedida. Aquele instante já é o dia seguinte.

Não há nada mais erótico do que a compreensão. O erotismo é ultrapassar o ouvido com a amizade, com o conhecimento cada vez maior do corpo.

Não se está pedindo para casar em todo encontro, porém que o encontro sirva para consolidar o apego à vida. Não me importaria com quem não telefona depois. É difícil ser gentil? Creio que sim, pois
a delicadeza só é feita para grandes homens, que não têm receio de se mostrar por inteiro, com seus riscos e alternâncias. Pode reparar que a sinceridade sempre vem junto de uma autocrítica implacável. Um parceiro que mostra seus defeitos de cara será mais aberto a um compromisso.

Falar dos erros.
Não há como abolir o erro. O erro é aprendizado e lhe fará chegar mais rápido ao que busca. Sem o erro, poderia demorar ainda mais. O importante é que não se diminua diante da resistência, não aceite mudar porque não é compreendida. Como ensina Millôr: "De erro em erro, nasceu a alta culinária."

Continue acompanhada de uma ausência, até que alguém possa ser mais inteligente do que uma cadeira vazia.

Fabricio Carpinejar

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desencontro

Estava relendo algumas postagens que coloquei tempos atrás. E parei em uma interessante, Encontros e Desencontros I. Pude perceber que desde então eu nunca mais me permiti conversar com ninguém, ou talvez eu não tenha prestado a atenção nas pessoas que passaram por mim e contaram suas histórias. Confesso que estou me sentindo mal por isso.

Com pude ser tão arredio e deixar escapar das minhas mãos aprendizados magníficos?

Talvez eu tenha estado muito ocupado com minhas preocupações, meus "problemas" e minhas loucuras e não tenha prestado atenção. Ou talvez eu não tenha permitido, [incosncientemente], que alguém chegasse e entrasse em meus pensamentos. Fui egoísta, mesmo sem querer. Mas não quero permirtir novamente outro desencontro desse.

Pode vir quente que eu estou fervendo.. rsrsrs

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Paixão = Projeção?


"Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo. E a projeção que fazemos é de um ser absolutamente perfeito, mas depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem esta se relacionando. Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro(a) vão embora junto com a projeção, outras ficam... E se o que ficou de cada um for suficiente para os dois a relação perdura, caso contrário, ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção... O amor é inexplicável, mas tem umas coisas que você pode entender."

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Esse texto foi de um comercial do chocolate Serenata de Amor, durante o mês de Junho [mês dos namorados]... Encontrei por um acaso no blog de um colega.

Não tenho palavras para comentar o conteúdo desse magnífico texto... Não há como duvidar da veracidade e da beleza. E pra quem já passou, ou está passando, por problemas de relacionamento sabe do que estou falando...

Infelizmente nas minhas experiências amorosas o que ficou de cada um não foi suficiente para perdurar. E eu não encontrei esse botãozinho. Vai ver que não era amor, era paixão, ou melhor, uma projeção criada por mim...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Foco novamente

Estou um pouco chocado ainda com as palavras do meu professor. Mesmo sem querer, ou querendo, ele conseguiu me tocar tão fundo. Conseguiu me fazer acordar em tempo... Hoje na aula que tivemos, fizemos uma avaliação da disciplina. Como só eram três alunos na sala. Ele pode tocar profundamente cada um dos alunos com suas palavras diretas, e até mesmo indiretas. E pra cada um ele fez uma avaliação, quer dizer, não foi bem uma avaliação, posso dar a isso o nome de conselho.

O professor olhou dentro dos meus olhos, e como se conseguisse ver através da minha alma, falou as palavras que me chocaram. Mas foi um choque do bem. Aquele choque que muitas vezes necessitamos para acordar e reorganizar nossa vida. Ele falou tudo o que eu precisava ouvir. Disse que se eu não fosse um excelente profissional, iria pra São Paulo, lutar, lutar e voltar pra cá sem ter alcançado o meu objetivo, como fizeram várias outras pessoas [que prefiro não citar nomes]. Lógico que ele não falou com essas mesmas palavras. Mas foi o que absorvi da lição que ele estava me dando... Meu coração acelerava a cada palavra que ele dizia.

Então pude perceber que eu estava perdendo meu foco. [Desde que descobri a minha vocação para o Teatro, que tinha em mente sair daqui de João Pessoa e ir pra outra cidade aperfeiçoar meu dom. A princípio queria ir pro Rio de Janeiro, mas com o tempo percebi que indo pra São Paulo eu iria ter mais chances de alcançar meu objetivo].

Hoje a minha mudança pra Sampa está 90% certa. Mas diante das palavras do meu professor – que graças a elas pude ver o meu objetivo bem na minha frente novamente -, estava morrendo de ansiedade pra ir embora logo, por pura vaidade. Tipo, mudar de cidade, “sair” de casa, aprender a ser gente grande. Sabe? E aquele que era o meu foco principal, no começo, não estava mais no topo das prioridades. Era apenas o motivo que eu alegava para satisfazer minha vaidade, minhas fantasias de ser gente grande... Mas hoje pude voltar a acreditar no meu sonho. Tornar a ver o meu foco no topo como prioridade máxima. Quero, e vou pra São Paulo, mas com um objetivo, ou melhor, com ‘O’ objetivo. Só que pra isso eu preciso voltar a acreditar em mim. Tenho que ler mais sobre teatro, me dedicar mais à profissão. Ter aquele mesmo entusiasmo de quando subi num palco pela primeira vez...

Ultimamente tenho estado afastado do teatro, sem grupo. O único contato com o teatro que tenho agora é na universidade. E mesmo assim não é a mesma coisa de quando você tem um grupo. Mas tudo isso foi por opção minha. Precisei dá um tempo pra me dedicar mais ao estudo e terminar logo o meu curso. Só que foi justamente lá dentro – da universidade -, que minha empolgação foi desmoronando. Não via entusiasmo dos professores, aquela força pra seguir em frente, pra subir cada vez mais. [infelizmente não vou entrar nesse assunto agora, porque isso dá outro post]. Mas a universidade não foi a única que me fez perder o entusiasmo. Algumas pessoas do meio artístico me decepcionaram muito. Só o que via era inveja, intriga, fofoca, um querendo ser mais que o outro, falta de responsabilidade, de ver o teatro como profissão e não apenas hobbie. Enfim, essas são algumas coisas que me fizeram perder o foco... Sei muito bem que isso existe em todos os lugares, em todas as profissões. Fui um fraco por deixar me abater por isso. Mas as vezes é preciso passar por esse tipo de coisa, porque quando tentar pela segunda vez você tenta com a certeza do que quer. E já vai preparado para o que vai encontrar...

Voltando ao meu professor. Ele fez, justamente, o que eu estava precisando. De uma chacoalhada para eu acordar. E de um confronto com o meu desejo. Porque tem hora que você precisa que alguém duvide daquilo que você tem certeza... E eu já não ouvia mais ninguém duvidar de mim. Não tinha um estímulo – aquele que faz alguém mexer com o orgulho. Que diz que não sou capaz disso, mas eu sei que sou, e faço tudo pra mostrar que sou capaz... Mas agora eu posso dizer – pra mim mesmo -, com todo o orgulho, que sou capaz de enfrentar tudo pelo meu desejo, pelo meu objetivo. Custe o que custar...