(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

Minha foto
Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mais um ano que se vai



Mais um ano que se vai, e parece que nada mudou. O ano de 2010 passou por mim sem que eu percebesse. Passou tudo tão depressa que ainda me sinto perdido diante de tanta coisa. Queria que o mundo parasse de girar por um momento, só pra eu colocar meu ‘eu’ em dia. Muitas coisas aconteceram, mas é como se nada tivesse acontecido. Sinto-me entrando em contradição com essa afirmação...
2010 foi o ano em que terminei o curso na universidade, e logo em seguida, sem muito tempo de intervalo comecei a trabalhar loucamente ocupando todas as horas do meu dia e da noite, deixando de lado minha vida amorosa. Pois é, não apareceu ninguém que me fizesse esquecer um pouco o trabalho e viver momentos de prazer a dois. Tive tantas desilusões na minha vida, que não quis passar novamente por tais emoções. Entretanto mergulhei de cabeça no trabalho, ultrapassando meu limite de estresse.
Novos sonhos surgiram durante o ano, novas esperanças e novos desejos marcaram o fim do ano. Apesar de tudo isso que me aconteceu, o ano que se aproxima ainda é uma incógnita pra mim. É bem verdade que agora estou cheio de planos e desejos, mas ainda não consigo encaixar em 2011. Passei por momentos de desespero por perceber que o novo ano se aproximava e eu não sabia o que fazer, nem sabia como seria o novo ano. Mas Deus foi me mostrando aos poucos alguns caminhos a seguir, mas ainda não consegui organizar, pois sinto como se algo ainda mais forte e maior está pra acontecer. Por isso que digo que o novo ano ainda continua sendo uma incógnita pra mim.
Nesse ano fiquei tão ocupado que o tempo livre que tinha só queria saber de dormir. Acabei largando meu blog, deixando literalmente ao léu. Queria ter escrito muito, tantos momentos marcantes, momentos de interiorização que eram dignos de comentários e postagens.

Mas aqui nesta última postagem coloco de forma resumida, e põe resumida nisso, o que passei durante o ano. É com emoção que desejo a todos os meus leitores e amigos um super feliz ano novo. Que possamos nos encontrar mais e mais neste ano que se aproxima. Desejo um ano de muitos aprendizados e ensinamentos. Que compartilhemos juntos todos os momentos vividos, sejam bons ou ruins, o que importa é sempre estarmos juntos...

FELIZ ANO NOVO!!
2011 cheio amor e paz.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Alcoolismo

Salve, salve amigos leitores.
O meu post de hoje é sobre uma doença complexa, mas que a cada dia aumenta mais o número de pacientes enfermos. Falar sobre alcoolismo é tão 'ultrapassado', pois há anos que esse assunto é tratado em várias redes sociais, porém parece que ninguém se interessa em saber mais nada. As pessoas acham que já sabem o suficiente. E assim como o câncer e a aids, a gente acha que nunca vai acontecer conosco. Muitos são alcoolistas, novo termo usado para uma pessoa alcóolatra, mas não sabem. Vou colocar um depoimento muito pessoal, algo que está cravado na minha alma, e tudo por causa do alcoolismo.

Perdi meu pai quando tinha 12 anos de idade. Ele por sua vez morreu aos 39, jovem, porém com um destino que ele mesmo escolheu desde os seus 12 anos. Incrível a coincidência das idades. Será mesmo coincidência? A idade que eu tinha quando ele morreu, era a mesma idade que ele tinha quando escolheu o seu destino. Pois bem, foi ainda criança que meu pai resolveu começar a beber. Estava entrando na adolescência quando conheceu o seu vício. Sim, era um vício, pois ele só bebia final de semana. Era um ótimo aluno, passou numa universidade pública, e mais uma vez fez uma escolha, digamos, errada, não quis nem começar o curso. Por que? Nem eu sei, acho que essa resposta ele levou para o túmulo. Entretanto, logo conseguiu um emprego como funcionário público, e ali mesmo se acomodou, não quis mais saber de estudo. O emprego que tinha dava para manter seu vício. Só que o destino foi generoso com ele, e lhe deu de presente minha mãe. Namoraram, noivaram e casaram, e durante esse tempo o vício ainda não tinha colocado suas garras para fora.
No ano seguinte ao casamento, minha mãe estava grávida de mim, maior felicidade do mundo. Quando nasci, era ela que dava conta de tudo. Onde estava meu pai? Numa mesa de bar. Minha mãe com um recém nascido com um problema no pé, e meu pai no seu vício. O recém nascido teve que fazer cirurgia com 4 meses, e a assistência que meu pai dava não era o suficiente, mas minha mãe sempre foi forte e corajosa, e tinha sua família por perto. Contudo os problemas do bebê foram superados.
Lembro-me de quando era criança, finais de semana era eu quem fazia companhia para minha mãe. Meu pai estava na mesa de um bar. Nesse tempo ele já ficava ausente na metade da semana. Mas claro que nunca faltou nada de material nem para mim, nem para meu irmão, e muito menos para minha mãe, porém faltou o principal, a presença do pai, da figura paterna. Não posso negar que meu pai era muito querido por todos. Ele fazia todos rirem. Meu pai era ótima pessoa quando estava possuído pelo seu vício. Graças a Deus ele não era violento, nem uma má pessoa. Muito pelo contrário.
Não estou querendo colocar em pauta se ele era um bom, ou um péssimo pai. Meu foco maior é dizer o quanto o vício pela bebida o fez cair no conceito de um pai exemplar. Amava muito pai, e vê-lo definhando foi horrível. Meu pai tinha crises horríveis, mas nunca deixou o seu vício de lado. Até que um certo dia ele teve uma crise, e essa foi definitiva. Foram mais de seis meses definhando, sofrendo, morrendo aos poucos, colhendo o que tinha plantado. Eu e meu irmão ainda criança, assistíamos a todo esse sofrimento, nos sentíamos inúteis, entretanto quem segurou a barra mais uma vez foi a minha mãe....

Sinto-me até encabulado de falar de um assunto tão polêmico. Mas só sabe a verdadeira cara do vício quem já vivenciou algo. Seja consigo ou com alguém muito próximo. E essa história ficou marcada para sempre na minha alma.
Não sei nem explicar porque estou escrevendo sobre isso. Talvez tenha sido um programa de televisão que tenha me inspirado a dar esse depoimento. O que fazer para acabar com essa doença? A resposta ainda está muito longe, mas pode haver algum jeito de fazer diminuir o número de viciados em uma droga tão 'exposta'.

"Se não formos agente modificadores de nossa história, se não a reescrevermos com maturidade, certamente seremos vítimas dos invernos existenciais." [Augusto Cury]

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dois Segredos e Uma História

O dia começa quente, Pedro sai cedo para trabalhar, véspera de feriado ele sempre sai feliz e bem humorado. Apesar do feriado está há poucas horas, o dia de trabalho de Pedro é cansativo e tenso. Ele mal consegue trabalhar de tão exausto. Mesmo assim Pedro cumpre suas horas de trabalho e segue para sua casa. E é lá que ele é atacado por um baixo astral, uma depressão repentina. Se sentia inútil, sozinho. Todavia isso foi o deixando mais triste. Recebeu alguns convites para sair, curtir a noite, afinal de contas véspera de feriado só os fracos e velhos ficam em casa. Nesse caso, os depressivos e doentes também ficam.
Pedro é um jovem de trinta anos, bem resolvido, porém solteiro. Mora só desde que deixou os pais no sertão e veio para a capital atrás de uma vida melhor. Aqui ele conseguiu muita coisa, mais do que esperava. Responsabilidade, experiência, maturidade e respeito foram as principais conquistas de Pedro.
Deitado na sua cama deixando aquela tristeza o dominar, Pedro decidi abrir uma garrafa de água-ardente. É umas das drogas que o ser humano consome quando está se sentindo deprimido. Só assim para afogar as mágoas, e esquecer aquele sentimento ruim, de inutilidade. Foi exatamente o que Pedro pensou quando colocava a primeira dose goela abaixo. Depois da primeira foram mais algumas, o suficiente para continuar sóbrio, porém em estado de meditação.
Foi na janela do segundo andar que Pedro viu o que qualquer fuxiqueiro do bairro gostaria de ter visto. Ele até teria achado graça se a história não tivesse a ver com sua amiga, e vizinha. E também se essa história não tivesse mexido tanto com ele. Cláudia morava na mesma rua de Pedro há dez anos, tinha uma filha de quatro anos, era casada com o Gabriel, bom marido e pai exemplar. Podia-se dizer que ela era bem casada, ou pelo menos era o que aparentava. Entretanto Pedro fez uma descoberta, sem querer, do maior segredo do marido de sua amiga. Enquanto Pedro olhava para o horizonte e repensava sua vida até aquele instante, vê o movimento de Gabriel guardando a moto. Mas se espanta ao vê-lo sair a pé, quase meia-noite no relógio. Pedro fica escondido entre as cortinas e a janela, imperceptível, tentando entender o que Gabriel ia fazer na rua àquela hora.
Sem querer ser, e já sendo bisbilhoteiro, Pedro continua seguindo os passos do marido da sua amiga. E então vê Gabriel parado em frente a casa da Virgínia, sua vizinha da casa da frente. A casa parecia vazia, e Pedro não entendia porque Gabriel estava parado fixamente olhando para dentro da casa. Só que então a surpresa é maior, quando minutos depois uma luz se acende. Gabriel disfarça, olhando em volta para ver se tinha alguém o observando. Pedro muito bem escondido continua sua espionagem. É quando uma porta se abre, mas não é Virgínia que sai, e sim o seu marido, Carlos. Gabriel entra na casa rapidamente. E pela sombra nas cortinas, Pedro vê os dois aos beijos.
E então descobre que Carlos e Gabriel são gays, os dois traindo suas esposas, sem dó, nem piedade. Pedro fica perturbado, querendo entender porque manter um casamento de fachada. Por que não falam a verdade? Por que eles não se aceitam, se assumem e são felizes? Por que esconder a verdade, e deixar a mentira dominar? Pedro estava passando por um dilema parecido, porém em outra situação. Ele acreditava que não dava pra ser feliz vivendo uma mentira. E então ele chegou a conclusão que não era o único que estava passando por problemas de infelicidade, não era o único vivendo uma mentira. Contudo, deixou sua ideia de suicídio de lado e foi dormir guardando dois segredos e uma história. E os segredos e histórias dele, alguém sabia e confidenciava? Foi com essa pergunta que Pedro adormeceu.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Simplesmente escrever

Salve, salve meus queridos companheiros e companheiras.
É uma honra poder voltar a escrever, apesar de ainda estar sem muito tempo livre. Estou escrevendo hoje porque me deu uma louca vontade de escrever bem. E aí comecei a pesquisar sobre isso, pra saber se eu estava no caminho certo ou deveria mudar o rumo.
Cheguei a conclusão que estou no meio dos caminhos, não sei ainda se estou certo, ou errado. Entretanto estou lendo bastante e me interessando por vários tipos de leitura.
Isso é bom né?!
Lendo sobre como escrever bem, percebi e entendi porque o meu querido conto (A Descoberta de Miguel) está parado. Faltou tempo para terminar, maturidade para escrever e um pouco mais de leitura/conhecimento sobre o tema escolhido. Porém, me instiguei mais a escrever. Talvez termine esse conto, mas com certeza escreverei muitos outros.
Agora ninguém me segura mais...
Jornalistas, Escritores, Autores e afins não precisam se preocupar pois não quero tomar o lugar de ninguém. Escrever para mim é só lazer e divertimento. Não quero ter obrigação, pois não funciono sob pressão. Assim como a maioria das pessoas que não sabem trabalhar pressionados. Escrevo quando quero, e sobre o que quero, não quero fazer disso um trabalho, pois perde todo o encanto e toda a beleza. Quero simplesmente escrever.
O post de hoje foi só pra dar sinal de vida, e dizer que estou bem e me preparando para voltar com tudo. Fiquem com Deus queridos leitores.
Salve, salve!

sábado, 6 de novembro de 2010

Calem a boca nordestinos

Olá pessoas, depois de tempos sem postar, venho através desse blog dizer o quanto estou decepcionado com alguns paulistas, pessoas preconceituosas e xenofóbicas.
Ontem fiquei por dentro do que estava, ou está, acontecendo na internet. Palavras de baixo nível, palavras que ferem e magoam. Motivo: eleições de Dilma Roussef.
Só que hoje recebi um email onde o palestrante e pregador, José Barbosa Júnior escreveu para todos os BRASILEIROS, principalmente para nós NORDESTINOS. Leiam até o final e vejam quanto nível há nessas palavras...

CALEM A BOCA NORDESTINOS

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!

José Barbosa Júnior,

palestrante e pregador, publicou este texto em resposta aos vários atos xenofóbicos desencadeados pela eleição de Dilma Rouseff



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Professor é Sempre Culpado

Quando o professor...

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".

É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

(autor desconhecido)


FELIZ DIA DO PROFESSOR!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Encontros e Desencontros VII

Olá queridos seguidores, preciso contar uma coisa muito engraçada que me aconteceu hoje.
É uma coisa estranha e ao mesmo tempo engraçada. Fui ao banco, e quando saí, percebi um homem encostado no carro e me olhando, não senti medo porque não parecia ser mal. Quando passei pelo rapaz, ele comentou algo sobre a greve dos bancos. Perguntou quando será que vai sair. Eu respondi que não tinha a menor ideia. Aí ele disse que eu parecia demais com um aluno dele, perguntou quantos anos eu tinha. Respondi e em seguida perguntei o que ele ensinava. Falei que também era professor...
Aí ele disse que ia se operar e que ia se afastar uma semana da escola. Comentei que vida de professor não é mole. Ele me disse que a cirugia era rápida. Se operava de manhã e de tarde já estava em casa. Perguntei de que ele ia se operar. Ele respondeu: "- Fimose." Assim na maior, sem nem titubear.
Foi aí que percebi que já estávamos num diálogo, e o rapaz tinha segundas intenções. Confirmei minhas suspeitas quando ele perguntou se tinha algum banheiro por perto. O rapaz que nem me conhecia, queria mostrar o seu pênis pra mim. Quase tenho uma crise de riso na frente dele, mas me controlei. Então ele continuou nesse papo. Eu fui dando corda pra saber até onde ele queria chegar com todo esse arrodeio. Apesar de já saber o que ele queria.
Continuei dando corda, estava achando aquilo tudo muito engraçado. Mas chegou uma hora qye fiquei com medo. Porque eu tinha sacado dinheiro. E então fiquei pensando se tudo aquilo não era uma armação pra me assaltar. Ou então era um cara muito louco por sexo, desses que não saem do armário, e ficam pegando os garotinhos escondido. Quase ri na cara dele, estava muito hilário aquele papinho. Me despedi e saí, mas ele me chamou e pediu para que eu não comentasse com ninguém. Falei pra ele ficar tranquilo.
Até parece que eu vou sair por aí comentando uma coisa dessas, aqui eu sei que é muito seguro, e afinal, o que vou ganhar falando dos outros. Não me interessa nem um pouco o que ele faz, ou o que ele gosta de fazer.
Voltei pro carro achando a maior graça nisso tudo. Não era assalto porque senão ele teria me acompanhado até o carro. Com certeza era um rapaz subindo pelas paredes, querendo transar com um homem. Me arrependi de não ter perguntado se ele era gay. Teria deixado ele muito sem graça.
Essas coisas já acontecem comigo. Estava super ansioso para chegar em casa, e escrever sobre esse acontecido. Afinal de contas esse é um típico "Encontro e Desencontro."
Pessoas loucas e sem noção que chegam perto de mim.
Só escrevendo para ficar registrado. Tem encontros que nos deixam algum aprendizado, outros que nos fazem rir. Quando eu estiver bem velhinho, vou reler todos esses encontros e desencontros loucos e estranhos, e darei muitas risadas com alguns e aprenderei mais com os outros.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Infância

Confesso que desde o meu aniversário que queria ter postado alguma coisa aqui, mas não sei o que me deu. Não sei se foi esquecimento ou se foi falta de tempo ou talvez preguiça mesmo. Não sei dizer, porém hoje dia das crianças achei um tempinho nesse feriado para postar alguma coisa. E nada melhor do que falar um pouco de quando eu era criança. Aí vai mais um encontro e desencontro.

Feliz dia das crianças.

Pois é, hoje é o dia dedicado as crianças. Eu mesmo sou uma. Na maioria das vezes sou um adulto cheio de responsabilidades, e em outras vezes sou uma criança ingênua e imatura. Mas se pensar bem. Todas as pessoas são assim.
Estava me lembrando aqui de quando eu era criança. Não tinha problemas nenhum, o único problema era saber onde ia ser a brincadeira. Os estudos não eram tão pesados, as responsabilidades não eram tão grandes, e as contas? Nem precisava me preocupar. Mas as coisas mudam, a vida muda. E comigo não ia ser diferente, afinal de contas sou um ser humano.
E é engraçado, porque eu era uma criança que queria ser grande. Me comportava como gente grande. E percebo que perdi muito tempo da minha infância querendo ser adulto, e hoje vejo que ainda sou assim. Sou jovem, mas me sinto mais adulto do que realmente sou. Não sei se isso é culpa minha, talvez não. Vou começar a acreditar no que as pessoas falam. Dizem que sou precoce demais. E creio que aí esta a explicação para o meu comportamento quando criança. Não sei se é bom ou ruim. O fato é que aproveitei e aproveito cada fase da minha vida. Só não fico estendendo demais. Chega uma hora que eu canso e já estou em outra fase.
Só que ultimamente o tempo tem passado rápido demais. Quando menos espero já estou com mais um ano nas costas. E as coisas que tinha planejado já seguem outro rumo...
Estranho, porém com total sentido. Nada acontece por acaso, nem os mais simples gestos e comportamentos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Devaneios III

Me sinto tão triste ultimamente.
É como se só agora estivesse percebendo o 'vazio' em meu peito. Algo terrível que me atormenta e me tira o sono. Não sei se tem cura, mas peço todos os dias ao meu querido Papai para que Ele cure essa ferida aberta, que sangra, mesmo depois de alguns anos, ainda sangra.
Coloco aqui um trecho do livro que acabei de ler hoje. O livro chama-se "Os Sofrimentos do Jovem Werther" do autor alemão J. W. Goethe. [se você tiver pré-disposição para depressão, recomendo que não leia esse livro, pois senão terá o mesmo fim de muitos jovens da época, incluindo o protagonista do livro...]

"Percebo mais e mais como somos tolos em julgar os outros por nós mesmos. E como tenho tanto a fazer comigo mesmo, e meu coração anda tão turbulento, deixaria com satisfação que os outros seguissem seu caminho, contanto que me deixassem seguir o meu."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontros e Desencontros VI

São quase quatro horas da manhã. Acordei de um pesadelo e não consigo voltar pra dormir. Quer dizer, tenho medo de voltar a dormir e esses pensamentos me aterrorizarem novamente.
Queria descrever o pesadelo aqui, esse foi o motivo de me levantar e escrever agora. mas infelizmente não vou conseguir, pelo menos nesse momento não. Não quero relembrar tudo outra vez... Acordei chorando, tentando afastar um mal estar que invadia todo o meu corpo, toda a minha alma.
Sinto que algo ruim está pra acontecer, nunca aconteceu isso comigo. Estou no meio da madrugada, complentamente sem sono, com medo de voltar a dormir, e com uma sensação ruim de que algo está pra acontecer. Desejo esta errado, que tudo isso não passe de bobagem, de APENAS um pesadelo.
Definitivamente, estou pedindo à Papai que tudo isso não seja nada. Não quero ser igual a uma amiga que tem sonhos-premonições.
Isso me dá medo.

Estou pensando agora, será que esse pesadelo pode ser o subconsciente? O livro que estou lendo, fala muito disso, de morte, de sangue, pescoço.... E foi isso que me assustou no pesadelo. Uma morte cruel e absurda.
O livro é "Diários do Vampiro", na verdade é uma saga, já estou no terceiro livro, e há dias que estou tendo pensamentos e contatos com os vampiros, os caçadores.

Estou assustado demais, porém mais tranquilo agora. Sinto que uma paz me envolveu e me acalmou. Com certeza são meus amigos e guias espirituais. E esse pesadelo, evidentemente, tem haver com o livro que estou lendo...

Sinto fome. Vou tentar caçar alguma coisa, quer dizer comer alguma coisa. E depois volto pra dormir, e espero que eu consiga. Ainda tem tempo demais para que todos acordem. E eu não sou nenhum vampiro pra ficar acordado olhando o tempo passar. Se bem que... deixa pra lá. Já ia entrar em outro assunto e ficar falando besteira.
Tchau... e que mais tarde seja tudo perfeito.
Diferente do que estou sentindo....
Ainda sinto!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Dono do Tempo


Olá queridos amigos e leitores,
Espero de todo o coração, que vocês estejam bem. Eu ando um pouco chateado com Papai, mas sei que logo passará. São coisas entre nós, que só o tempo resolverá...
Quanto ao clube do livro, o grupo deu uma parada só esse final de semana. Mas semana que vem nós voltaremos com toda. E estamos numa dúvida, qual livro vamos ler. A princípio pensamos em Machado de Assis, agora já povoa o nosso pensamento, pegar um livro de Jô Soares. Eu sugeri que nós leiamos "O Alienista" de Machado de Assis, que é pequeno, e depois a gente lê uma obra do Jô. Mas ainda não sei qual foi a decisão do grupo. Enquanto isso continuo na minha saga "Diários do Vampiro". Eu já gosto disso né?! Sou louco mesmo!! rsrs

Meu final de semana foi tranquilo. Tendo sempre a certeza e a esperança ao meu lado. Me pergunto "até quando?". Não consigo responder. Só sinto que em breve tudo vai estar diferente. Não sei como. Mas é a certeza da mudança... Tanto que eu peço, tanto que eu reclamo, tanto que eu choro... mas não tenho a menor ideia de onde virá essa mudança. Quero crer naquilo que me parece um pouco difícil, note que eu falei 'difícil' e não 'impossível'.
Tenho uma certeza que isso acontecendo tudo vai mudar radicalmente, vai diminuir muitos problemas, assim como vai trazer outros tantos, que é inevitável. Mas vou saber tirar de letra... 'Assim espero'.
Vocês não tem ideia de como tem sido esses dias pra mim. Um martírio, uma luta, um desejo de tudo terminar bem, aliás, de tudo começar bem. Quero fazer dos meus dias um prazer imenso. Fazer tudo que me dá prazer e alegria. Fazer aquilo que me dá vontade de viver. Só quero ser feliz a cada dia. Acordar e dizer "hoje vou fazer isso." Quero, literalmente, gozar a vida.
Acredito em Papai, e sei que Ele vai me proporcionar isso. Vai me abençoar e me dar de presente esse sonho. Sei que vai, porque estou preparado...
Só quero poder ser o dono do meu tempo. E fazer tudo com prazer, fazer tudo que eu goste. É querer demais?

sábado, 11 de setembro de 2010

Clube do Livro III

Finalmente terminamos de ler o primeiro livro do Clube. Pensávamos que iríamos acabar ontem, mas por motivos extras e condições impossíveis, o final foi hoje. Que por sinal foi espetacular...
Mas vou começar contando sobre a viagem de ontem. Terminei o post anterior, falando do sétimo e último planeta que O Pequeno Príncipe visitou. E foi nesse planeta que ele aprendeu muito mais.

O autor começou pedindo desculpas por não ter sido honesto ao falar dos acendedores de lampiões. Ele disse que àqueles que não conhecem o planeta Terra pode ter uma falsa ideia dele. Porque os homens ocupam pouco lugar na superfície do planeta...
Mas voltando ao principezinho, quando chegou à Terra pensou que tivesse se enganado de planeta, pois não viu ninguém. Também não era pra menos, ele caiu no deserto da África, um pouco difícil encontrar pessoas por ali.
Seu primeiro encontro foi com uma serpente. Ele diz que ela é um bichinho engraçado, fino como um dedo. Mas ela logo completa que é muito poderosa, mais até que o dedo de um rei. Diz ainda que pode levar o principezinho mais longe que um navio. "Aquele que toco, eu devolvo à terra de onde veio... Tenho pena de ti, tão fraco, nessa Terra de granito. Posso ajudar-te um dia, se tiveres muita saudade do teu planeta..." Achei interessante essa fala da serpente, mas só vim entender no final do livro. Já já entenderás também..
O segundo encontro foi com um flor de três pétalas, uma florzinha à toa. O pequeno príncipe perguntou pelos homens e ela respondeu que não se pode nunca saber onde se encontram. "...O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam de raízes." E ele seguiu caminhando, até escalar uma montanha, pensando ver todo o planeta e todos os homens do alto dela. Mas só viu montanhas.
Continuou sua caminhada, andou tanto que encontrou uma estrada. E estradas vão todas na direção dos homens.. Daí encontrou um jardim cheio de rosas, e descobriu que sua rosa não era única no universo, existia cinco mil iguais na sua frente. E vem uma parte triste, ele que se julgava rico de uma flor sem igual. "... Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho... Isso não faz de mim um príncipe muito grande.." ele pensou, e chorou. Mas é aí que vem a parte mais linda do livro. O encontro com a raposa. Essa parte é inesquecível para quem já leu esse livro. Marca de uma forma inigualável. É um encontro que ensina a 'cativar' e cultivar uma amizade.
O principezinho chama a raposa para brincar, diz que está muito triste. Mas ela diz que não pode brincar, pois ninguém ainda a 'cativou'. Ele não entende o que é 'cativar', e pergunta o que significa. A raposa diz que 'cativar' é uma coisa muito esquecida. "Significa 'criar laços'..." Ele não entende e então ela explica. É aí que vem a fala mais sensacional, "Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Digam se não é ESPETACULAR, e combina com qualquer tipo de relação. O pequeno príncipe então começa a entender. E a raposa começa a dizer que tem uma vida monótona, mas se ele a 'cativar' tudo vai ser diferente. Os passos do principezinho vai ser diferente e vai chamá-la sempre para fora da toca. Ela ainda fala dos campos de trigo. [puxa, eu achei muito lindo esse encontro.] Os campos de trigo são inúteis para ela, mas o principezinho tem cabelos cor de ouro. E quando ele tiver 'cativado' a raposa, ela irá lembrar dele sempre que vir o trigo, que é dourado. E então passará a amar o barulho do vento no trigo. Lindo demais!! Então ela insiste para que ele a 'cative'. Mas ele diz que queria muito, mas não tem muito tempo. Tem amigos a descobrir e coisas a conhecer. Aí vem outra frase clássica da raposa: "A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existe lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!" Acho que não preciso comentar nada né?! Simplesmente perfeito, mas ainda não acabou esse encontro.
O pequeno príncipe então pergunta o que é preciso fazer. E ela responde: "É preciso ser paciente..." Ele voltou no dia seguinte, só que ela ensina outra lição de como 'cativar' um amigo. Dizendo que é preciso sempre aparecer na mesma hora, pois só assim ela saberá a hora de preparar o coração. "Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!..." E termina dizendo que tudo precisa de ritos. Ele não sabe o que é rito, a raposa então ensina-lhe mais uma coisa. Ela diz que rito também é uma coisa muito esquecida. Rito é o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas...
Super legal essa descrição de rito. Realmente, as coisas precisam de rito. O nosso clube do livro por exemplo, temos um dia certo. Sempre nas sextas, e eu fico a semana toda me preparando para esse dia. Que acaba relaxando, e tirando todo o estresse da semana. Tornando um dia diferente dos outros dias... Massa demais!! rsrs
O principezinho entende, e então diz que chegou a hora de partir. A raposa pede que ele vá rever as rosas, e então ele compreende que a rosa dele é única no mundo. Ela é muito importante para ele, e vice-versa. Assim é conosco. Um animal, um jardim, ou qualquer coisa que nós cuidamos, se nós perdemos um tempo com aquilo, então é único para nós, e sempre será. Porque como diz a raposa 'TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS...' O pequeno príncipe volta à raposa, e ela então conta-lhe um segredo. Outro clássico dessa querida e amada raposa. "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

Paramos na sexta, porque já não tínhamos mais condições para ler. Tudo estava tão triste e tão confuso. Decidimos então parar e continuar hoje, já que faltava uma pequena parte. E a mais triste de todas.

Depois de se despedir da raposa, o principezinho encontra ainda com um guarda-chaves e com um vendedor de pílulas que matavam a sede.
Chega então a hora do principezinho voltar para seu planeta. Já vai fazer um ano que ele caíra na Terra. E ele tinha que partir. Conversou com a serpente, pois é ela quem vai fazer ele voltar para o seu lar. É muito triste a "despedida" desse garoto que a gente passa a amar durante toda a leitura... Mas ele deixa um presente para todos aqueles, que como eu, se encantaram com a doçura e a ingenuidade desse ser extra. O presente foi então, as estrelas.
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém... Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem. E tu terás estrelas que sabem rir... Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo..."
E logo depois o pequeno príncipe deu um passo, e um clarão amarelo o fez tombar devagarinho..
Já podem imaginar o que era esse clarão na sua perna né?! Se não leia e vai saber!!

E assim o principezinho deixa o planeta Terra, volta para sua flor, para os seus vulcões e para os seus baobás. Deixando todos nós tristes por sua partida.
Alguém duvida que esse livro seja o melhor de todos? Seja pra uma criança ou para um adulto. É simplesmente uma lição....
Ficamos todos emocionados no grupo. Passamos alguns minutos em silêncio, pensando no pequeno príncipe.
Próxima sexta tem outro livro, que ainda não foi escolhido. Mas será um da nossa literatura, talvez Machado de Assis...

O começo do Clube do Livro - "O Pequeno Príncipe"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Clube do Livro II

Olha eu aqui mais uma vez para falar sobre o Clube do Livro, estamos indo de vento em pompa. Infelizmente não deu para nos encontrarmos antes, até marcamos uma reunião extra, mas acabou não rolando.
Enfim, retomamos nossa leitura do agradável livro "O Pequeno Príncipe". Sem sombra de dúvidas é uma leitura gostosa. E quando há outras pessoas para compartilhar seus pensamentos, a coisa é melhor ainda.

Hoje o principezinho fez uma viagem. Visitou sete planetas, e em cada um ele aprendeu uma lição, o bom é que ele passou para o grupo essas lições... Os seis primeiros planetas que ele visitou, não era bem um planeta. Era conhecido como asteróides. Mas isso pouco importa, o importante é o que ele encontrou por lá.
No primeiro planeta ele encontrou um rei, só que não existia mais ninguém lá, o planeta era muito pequeno, então o principezinho perguntou sobre quem ele reinava. O rei de pronto disse que reinava sobre tudo... Em seguida o pequeno príncipe pede para ver um pôr-do-sol, mas aí é que vem a primeira lição deste planeta. O rei diz que "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar." Ou seja, no caso do pôr-do-sol, as condições tem que estar favoráveis.
E na nossa vida? Quantas vezes queremos e exigimos coisas das pessoas, sem nem saber se as 'condições são/estão favoráveis' para a realização do nosso desejo?! É preciso lembrarmos disso, cada um dá o que tem pra dar...
Depois o principezinho diz que vai continuar sua viagem e o rei se desespera, pois vai ficar só outra vez, aí ele diz que vai fazer do garoto o Ministro da justiça, mas aí o principezinho pergunta quem será julgado se não existe mais ninguém no planeta. E é daí que vem o segunda lição do primeiro planeta. O rei fala que o pequeno príncipe julgará a si mesmo. "É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio." Isso está claro pra todo mundo, mas é uma minoria que consegue colocar em prática. As pessoas julgam tanto os outros, que acabam esquecendo de julgar a si mesmo. Mas é claro, julgar o que o próximo faz é bem mais fácil...
O pequeno príncipe continuou sua viagem, e o segundo planeta visitado foi o planeta do vaidoso. Também era pequeno como o planeta do rei, e lá só morava o vaidoso. Ele estava triste pois não passava ninguém por lá e não tinha para quem se exibir. E quando ele viu o principezinho ficou radiante, pois "para os vaidosos, os outros são sempre admiradores... Os vaidosos só ouvem os elogios." Esse tipo aí nem se fala heim?!! Pessoas vaidosas, preocupadas em apenas ouvir elogios, em ser o centro das atenções. Esquecendo do próximo. Eu me considero vaidoso, mas acho que não chego nesse ponto, de ser tão egoísta e esquecer dos outros.
No terceiro planeta o pequeno príncipe encontrou um bêbado. Foi uma visita curta, mas conseguiu deixar o principezinho triste e melancólico. Aliás, não só o garoto ficou triste, todos que chegam até aí, apesar de ser uma passagem rápida, ficam tristes. O pequeno príncipe pergunta o que o homem faz, e este responde que bebe, com isso desenrola uma sequência de perguntas e respostas rápidas, onde o principezinho descobre que o homem bebe pra esquecer que tem vergonha de beber... E é isso que encontramos muito hoje em dia, pessoas fracas entregues ao vício. Que começam e não conseguem parar, e se viciam mais com vergonha de não conseguir parar.
O quarto planeta visitado habitava um homem de negócios, muito comum encontrar um desses por aí. Mal tem tempo pra conversar, está tão preocupado com os 'negócios' que não responde uma pergunta para não errar nas contas. Eu acho muito triste encontrar pessoas assim, que não tem tempo para os outros, muito menos para si mesmo. O pior é que hoje uma grande parte da população está ficando assim, igualzinho a esse homem de negócios que o pequeno príncipe encontrou. Esse aí contava e recontava estrelas, dizendo que as possuía. Mas dessa vez é o principezinho quem dá uma lição. Como pode um homem sério possuir milhões de estrelas se ele não é útil para as mesmas?! Pois para possuírmos algo é necessário que 'aquilo' tenha necessidade da nossa utilidade... Engraçado é que na vida real, muitas vezes, são as crianças que dão uma lição para essas 'pessoas de negócios'.
Partindo para o quinto planeta, o menor de todos. O principezinho encontrou um lampião e um acendedor de lampiões. Este acendia e apagava o lampião sempre na mesma hora. O planeta dava uma volta por minuto, e ele não tinha tempo de descansar. Pois era fiel ao regulamento: acender o lampião de noite e apagar de dia... Ainda hoje encontramos pessoas assim, fiéis aos regulamentos e regras. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Acredito que as vezes é interessante não ter que seguir regras...
Continuando a viagem junto ao pequeno príncipe, o sexto planeta visitado era dez vezes maior que o anterior. Lá tinha um velho geógrafo que tinha escrito muitos livros enormes. O principezinho encantando com uma verdadeira profissão, fica deslumbrado com o planeta tão majestoso. E a partir daí começa um diálogo sensacional sobre montanhas, rios e oceanos, a função do geógrafo e a do explorador. O geógrafo então pede para o principezinho descrever seu planeta. Quando o garoto termina seu descrição falando da sua flor, o estudioso diz que flores não são anotadas pois elas são efêmeras. Nos livros de geografia é importante escrever coisas eternas. Mas o pequeno príncipe fica tão desolado quando descobre o que é efêmera, e que sua flor está tão desprotegida e prestes a desaparecer. Mas logo cria coragem e pergunta ao geógrafo onde seria interessante visitar. Onde ele dá a sugestão do planeta Terra, um planeta que goza de grande reputação. Segue sua viagem o pequeno príncipe, mas com o pensamento na sua adorada flor.
O sétimo e gigante planeta era, pois, a Terra. Achei engraçado uma parte deste capítulo que diz a quantidade da população do planeta. A descrição é de forma bastante original, para que o principezinho tenha noção do tamanho do planeta. "cento e onze reis, sete mil geógrafos, novecentos mil negociantes, sete milhões e meio de beberrões, trezentos e onze milhões de vaidosos... cerca de dois bilhões de pessoas grandes." Mas é claro que hoje tem muito mais, acho que a Terra tem quase sete bilhões de pessoas. O que o grupo achou magnífico na descrição da Terra para o pequeno príncipe, foi quando ele descreve os acendedores de lampiões. "... para um conjunto de seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil quinhentos e onze acendedores de lampiões... Os movimentos desse exército era ritmados como os de um balé de ópera..." É simplesmente sensacional essa descrição. Como o nosso planeta é gigante e lindo. Claro que hoje não existe mais acendedores de lampiões, pois tudo é elétrico. Mas ainda assim, imaginem aí a Terra vista de longe, principalmente nesses momentos em que se acendem e apagam os 'lampiões'... Perfeito!

Por hoje é só.
Mas a viagem pela Terra só está começando. Ainda tem muita coisa que o principezinho vai conhecer e explorar. Cada dia que passa fico mais ansioso para que chegue logo o dia do clube do livro. Pena que ainda não fiquei milionário, pois aí sim teria todo o tempo para a leitura.



sábado, 28 de agosto de 2010

Reunião Budista

Hoje fui conhecer uma reunião budista. Todo final do mês tem reuinão com o grupo da comunidade... E aí uma amiga mandou o convite para reunião de hoje. Estava muito ansioso para saber como era. A princípio fiquei meio sem jeito quando cheguei na reunião, mas continuei assistindo, e aos poucos fui ficando a vontade.
Existem várias linhas budistas, e essa que visitei é o budismo de Nitiren Daishonin... Foi muito bom essa visita. E diferentemente do que as pessoas pensam e falam com os seus conceitos pré concebidos, o que pude entender é que o budismo não é nada mais do que a observação de um homem para a natureza de todas as coisas que o cerca e a observação da própria mente. O budismo não contempla regras, nem pecados, nem dogmas complicadíssimos e inteligíveis. Prega que apenas compreendendo os fatos com o coração leva o homem a libertação do que ele considera ser sofrimento para sua própria vida.
O budismo de Nitiren Daishonin segue uma filosofia onde as pessoas estão sujeitas a lei de causa e efeito, não como punição, mas como efeito normal da natureza, e as pessoas são exclusivamente responsáveis pelos seus próprios atos.
Tem uma coisa muito legal e interessante que eu gostei, que é o daimoku, uma espécie de mantra onde através da recitação do NAM MYOHO RENGUE KYO você transforma os karmas negativos e atinge os estados elevados de vida onde há grande sabedoria, coragem e benevolêcia. Eu aprendi também que é preciso recitar o daimoku com muita fé, pensamentos positivos e desejos sinceros, porque no momento em que você está recitando o daimoku, milhões de outros budistas no mundo estão recitando também, e não estão fazendo por brincadeira, então acaba se tornando algo muito poderoso.
Foi muito bom pra mim essa visita. Gosto de conhecer tudo, diferente de algumas pessoas que julgam o que nunca viram. Julgam apenas pelo preconceito e pré-conceito. Pra quem tem curiosidade, meu conselho é que você procure saber onde tem um grupo budista e peça para fazer uma visita em alguma das reuniões. O fato de ir em uma das reuniões não quer dizer que você é um budista, mas apenas um ser que quer se informar e conhecer sobre a prática.
Vale a pena.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Clube do Livro I

['Era uma vez um pequeno príncipe que habitava um planeta pouco maior que ele, e que tinha necessidade de um amigo... Para aqueles que compreendem a vida, isto pareceria sem dúvida muito mais verdadeiro.'] p.20

Estou muito feliz por ter começado hoje uma atividade gostosa e prazerosa.
Eu e mais dois amigos decidimos criar o "Clube do Livro". Pelo menos uma vez por semana vamos ler em conjunto. Podemos ter outras leituras individuais, mas escolheremos um livro pra ler juntos e comentar.
E é sobre esse novo hobby do grupo que crio mais uma categoria... "Clube do Livro", onde venho postar todas as vezes que o grupo se reunir para ler. Venho falar sobre a parte do livro que lemos no dia, e os comentários/discussões que se sucedeu após a leitura, ou durante a mesma.
Estou torcendo para que dê certo...

Sugestão dada por um dos integrantes do grupo, o livro que abre a nova fase do "Nóia" é 'O Pequeno Príncipe', livro curto e reflexivo. E como estamos começando, nada de histórias longa demais, isso fica para mais na frente, depois que nos adaptarmos...
Para o primeiro dia, hoje foi bastante agradável. Paramos a leitura no capítulo IX, onde o pequeno príncipe sofre a decepção com a rosa, ele diz que era jovem demais para saber amar. Diz que não se deve nunca escutar as flores, elas são apenas para ser apreciadas e sentir o seu perfume...
Essa história é realmente incrível, já é a terceira vez que estou lendo esse livro, e não canso, pois a cada leitura aprendo um pouco mais, decifro alguma coisa. É simplesmente sensacional. O pequeno príncipe ainda tem muito o que contar, tem muita gente que ele encontrou em sua viagem, coisas estranhas, para 'gente grande' tudo normal. Toda criança tem que ler esse livro, é um clássico da literatura infantil até a literatura adulta.
É com uma frase marcante do autor do livro, em sua dedicatória, que termino esse primeiro post do Clube do Livro.

"... Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso)..."
[Antoine de Saint-Exupery]


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

10 anos

Exatamente hoje está fazendo 10 anos que o meu Pai partiu para uma vida melhor. Uma vida mais calma, sossegada. Ele partiu e deixou a saudade em nossos corações.
Deixar saudade significa dizer o quanto a pessoa é, ou era, querida e amada. Quando se deixa saudade, deixa também um pouco de si. Deixa a lembrança dos momentos alegres, os momentos marcantes. No meu caso, tenho muitas lembranças boas da minha infância. Quando passo nos lugares que ia com meu Pai, quando criança, logo me vem à mente a imagem dele. Relembro com detalhes os momentos ali vividos com a minha família... Meus Pais nunca tiveram dinheiro bastante para dar à mim e ao meu irmão tudo o que queríamos, nem para nos levarmos nos lugares que sonhávamos, mas sempre percebi, e hoje vejo com mais clareza, que tudo o que o meu Pai fez, e tudo o que ele nos deu, foi simples, foi com esforço, mas sei que foi de coração. As mínimas coisas, os lugares mais simples foram os nossos momentos mais felizes. Sei que tudo isso tem dedo da minha Mãe, claro. O que é um homem sem uma grande mulher por perto?
Esses lugares em que me lembro com alegria, com saudade, são lugares simples, e ao mesmo tempo de uma categoria incrível. Quando falo simples, quero dizer que não é e nunca foi preciso ser necessáriamente pobre para ir à esses lugares. Basta ser sensível... e isso o meu Pai era demais.
Me lembro com saudade quando íamos a praia, ao Jardim Botânico... lugares perto da natureza. Eram esses lugares que os meus pais nos levavam nos finais de semana. Tem um episódio que me marcou muito, acho que marcou mais à mim do que à meu irmão, talvez por eu ser o mais velho... Lembro quando meus pais brigaram, não me recordo o motivo, mas por um momento pensei que eles íam se separar. Fiquei muito triste. Mas o meu Pai pegou meu irmão e eu, e nos levou ao Zoológico, onde tem uma área verde enorme. Lá ele sentou em um banco de praça, e eu fiquei brincando com meu irmão, mas todo o tempo fiquei olhando pra ele. Senti uma paz enorme naquele lugar. Foi aí que cheguei perto dele e comecei a conversar sobre o ocorrido. Ele muito triste falou para não me preocupar e pediu para eu ir brincar. Mas claro que não consegui me concentrar na brincadeira. Foi a primeira vez que vi meu Pai tão sensível, se eu não me engano, cheguei a ver lágrimas caindo dos seus olhos. Então chegou uma hora em que parei e fiquei olhando em volta, várias árvores enormes, o cheiro da natureza invadindo meu ser, e pedi para que tudo ficasse bem...
Acho que foi a partir daí que entrei em sintonia com a mãe natureza, e hoje a venero e a idolatro. Lembro de muitos outros momentos, mas se eu for contar aqui não vai caber. Só posso dizer que fui feliz ao lado do meu Pai, apesar dos pesares, recordo que tivemos muitos momentos que me marcaram. Sempre fui um garoto diferente, mais maduro do que o normal, por isso me lembro de muitas coisas com detalhes, eu era observador. Observava sem que ninguém me notasse. Apesar de ter vivido apenas 12 anos ao lado do meu Pai, recordo de coisas que nem minha mãe lembra... Isso faz parte da vida.
Estive relendo um post que escrevi no ano de 2008, no dia dos pais, "Carta para meu Pai", e vi como escrevi com o coração. Falei tudo o que sentia... Muitos pensam que não, mas eu sinto uma saudade muito grande dele. Não sei como estaríamos se ele ainda estivesse no mundo terreno, mas nem quero ficar imaginando nada, pois nada acontece por acaso.
Hoje fiquei impressionado com o tempo. Como está correndo... Ontem eu era uma criança, hoje sou um homem. Há 10 anos pensei que nunca fosse crescer. Aliás comecei a crescer mesmo 10 anos atrás quando vi a minha Mãe criando forças para enfrentar uma nova fase, com duas crianças para criar e educar. Criei forças também e me fiz de forte o tempo todo. Maquiando meus sentimentos e me tornando uma pedra por fora. Tudo para não deixar minha Mãe perder suas forças. A verdade é que só quem consegue olhar para dentro dos meus olhos é que verá como sou uma pessoa sensível e misteriosa....

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia do Ator

Hoje no dia dedicado à todos aqueles que, como eu, vivem milhões de personagens, abdicam da sua personalidade em favor da personalidade dos seus personagens... É com muito prazer que coloco aqui um texto de um grande autor e escritor Paulo Sacaldassy para homenagear esses profissionais, claro que me incluo, pois amo o que faço...
Parabéns a nós, ATORES E ATRIZES, por esse dia dedicado à nós...

E aí vai o texto:


O Prazer de Fazer

Quando alguém se dispõe a entrar para um grupo de teatro e se deixa picar pelo tal bichinho da arte, acaba entendendo o porque de muitos atores se identificarem com o teatro. Muitos até só se entregam de verdade, quando estão em cena em cima de um palco. Por quê? Porque o prazer de fazer é o que basta.

É no teatro que a carpintaria de se esculpir uma personagem pode ser executada até a perfeição. É no teatro que a psicologia de se entender uma personagem é buscada e rebuscada até a compreensão total. É no teatro que o ator exercita sua improvisação. É no teatro que o ator expõe sua alma.

É claro que atores experientes e de grande talento, são capazes de realizar um bom trabalho, tanto na televisão, quanto no cinema, afinal de contas trata-se de uma profissão e o ofício de sua arte deve ser realizado pelo ator seja lá aonde for. Mas prazer de fazer, só o teatro lhe dá.

Quem se aproveita da fama instantânea para se lançar sobre um palco, indo atrás de vil metal e aplausos sob flash's reluzentes, jamais vai entender porque tantos atores abrem mão de aparecerem na mídia para poderem se dedicar de forma plena ao teatro, por mais dura que seja essa vida. O prazer de fazer é capaz de suprir necessidades inimagináveis.

Ator de teatro é capaz de passar uma vida inteira fazendo o seu ofício de forma amadora, sem se importar com o sucesso, sem pensar em fama, pois o prazer de fazer é o alimento que o faz continuar, aprendendo, aprendendo e aprendendo e será o que lhe levará ao estrelato, se a sorte lhe abraçar. Não é a busca do sucesso que importa, apenas o prazer de fazer.

Talvez por isso tudo, muitos achem que ator não passa de um louco, mas o prazer de fazer da insanidade um ato lúcido, ou vice-versa, nenhum cidadão normal é capaz de entender e jamais entenderá. Só quem tem o teatro na alma sabe o quão bom é, o êxtase de uma apresentação. Porque fazer por prazer, só no teatro se é capaz.

Paulo Sacaldassy

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando Uma Etapa Chega ao Fim


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora... Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, doar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.


Fernando Pessoa

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Quero mais

O que está acontecendo com as pessoas?
Mais uma pessoa que cruza meu caminho apenas por sexo. Eu já disse que essa fase já passou. Quero alguém com conteúdo, que não seja só um rostinho bonito, ou um corpinho gostosinho. Quero mais que isso. Quero alguém além da carne, dos prazeres carnais.
É! Mas acho que está difícil nesse mundo de hoje. Em pleno século XXI, estou procurando um relacionamento do tempo dos meus pais. É até engraçado isso, mas há quem concorde comigo. As pessoas estão muito superficiais, querendo sexo por sexo. Acham que isso é o principal numa relação. Enquanto que pra mim, sexo é um complemento, uma consequência de um bom relacionamento, de uma parceria , de um companheirismo.
Sexo é algo muito íntimo, e não se deve sair por aí fazendo no primeiro encontro, coisa que eu fazia quando mais novo, mas hoje não sou mais assim. Não quero começar uma relação com sexo, quero começar com uma amizade. Isso é o primeiro passo para o sucesso de um casamento duradouro e para sempre. Porque se tudo começar com sexo, e tiver só sexo, sinto informar, mas quando estiverem envelhecendo o casamento acaba, pois o tesão já não é mais o mesmo, a libido já tem diminuído, e o relacionamento que era movido apenas por sexo chega ao fim, pois não há companheirismo, não há parceria.
Fico muito triste quando pessoas assim cruzam meu caminho. Percebo que a humanidade já está perdida, e não sabem o que é namorar, o que é casar. E eu que sou tão jovem acabo me sentindo um velho retrógrado por pensar assim, por discordar da minha geração. E fico pensando se vou realmente encontrar alguém que pense como eu. Alguém que se relacione comigo por amor, por lealdade, fidelidade...
Tem um texto que li e acabei salvando, mas não lembro onde encontrei. Só que esse texto parece ter sido escrito por mim e pra mim.

'Procuro alguém que vá além dos limites.
Que entenda o meu silêncio.
Procuro alguém mais sábio do que eu.
Que me ensine a ser feliz, que preencha o meu vazio.
Procuro alguém que diga a verdade.
Que saiba amar. Que goste de mim.
Procuro alguém entre tantas pessoas, que saiba o sentido do amor.
Que procure o mesmo que eu.
Procuro alguém de alma pura. Que acredite no destino.
Que esteja a minha procura.
Procuro um alguém, que procura um amor.'

Quando li isso, pensei que eu tivesse escrito.
É exatamente o que procuro. Alguém de valor, que vá além de qualquer limites por mim. E principalmente entenda o meu silêncio. Acredito que a humanidade já não tem mais jeito... se tiver me avisem.

domingo, 1 de agosto de 2010

Final Feliz?!

Hoje é domingo, e o primeiro dia do mês de Agosto. Já já estamos no final do ano, cada dia o tempo passa mais rápido. Fazer o quê, né? Isso tudo é obra da natureza, o sol cada vez mais quente, a temperatura subindo sem moderação, a água ficando escassa, terremotos por todo o planeta, tempestades acabando com tudo. Quem vê diz que o planeta está doido... E como os planetas da via láctea giram em torno do sol, e o destino deles é ser engolidos pelo maior astro do universo, então o planeta Terra está bem perto de ser destruído, pois é o terceiro planeta mais perto do sol... Com isso concluo que tudo o que está acontecendo um dia iria acontecer com, ou sem, o Homem, então não é o ser humano quem está destruindo o planeta, é um ciclo natural. O homem procura retardar tudo isso, mas é impossível. Com a natureza não há quem possa. Ela tem seu tempo determinado, tem seus momentos e seus ciclos, e não há nada que impeça disso tudo acontecer, a não ser que mudemos de planeta, coisa bem mais difícil de se suceder.
Há quem diga que o sol está se preparando para seu fim. Toda estrela nasce e morre, e como o sol é uma estrela, ele também morrerá um dia, mas antes de morrer vai causar catástrofes inimagináveis no universo... Não sei porque estou tocando nesse assunto, mas isso vem habitando minha mente nesses últimos dias depois que vi um documentário sobre a radiação solar.
E fica então a minha dica. Vamos viver, amar sem medidas, dizer que ama a quem realmente amamos, dizer que gostamos àquelas pessoas que nos fazem bem, que nos fazem sorrir, que enxugam as nossas lágrimas. Deixemos de nos preocupar tanto com o depois de amanhã, o máximo que devemos é pensar no amanhã. Deixemos os medos de lado, pois eles só ajudam a atrapalhar o nosso desenvolvimento...
Vamos juntos fazer um final feliz.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Desencontro II

Não sei mais o que faço... Aliás, não sei nem o que faço.
Estou me sentindo como se hoje tivesse acontecido uma separação, uma perda. Talvez tenha sido sim uma separação. O meu lado jovem, que só pensava em sexo ficou pra trás. Não que eu tenha decidido me tornar um padre. Eu quero ser amado, amado pelo que sou. Não quero ser só desejado carnalmente, quero mais. Quero um amor que transcenda...
O fato é que pensei que hoje iria fazer as coisas do trabalho. Estou cheio de pendências pra fazer, umas para amanhã, pois tenho uma reunião e preciso levar isso. Mas quem disse que eu consigo. Estou jogado na cama, olhando pro teto, escutando músicas como "grito de alerta", "ronda", "negue"... há quem diga que é dor de cotovelo, mas pra mim é muito mais que isso. É uma transição do que eu era, para o que serei. Não saberei explicar no momento. É uma coisa que só consigo sentir, chorar, pensar... calar. [não necessariamente nessa ordem]
O que eu faço?
Acho que tudo aconteceu para eu refletir o que eu quero realmente, o que eu estou procurando e o que estou encontrando, ou talvez desencontrando... Estou arrasado, não pensei que fosse ficar assim. Acho que todo mundo passa por isso, mas comigo, pra variar, tinha que ser diferente.
É! Mas realmente estou decidido, agora, a buscar a mim mesmo, preciso cuidar do meu jardim para que as borboletas voltem a visitá-lo. Só que antes eu preciso colocar tudo isso que estou sentindo para fora. É uma tristeza, um sentimento de fracasso, de inutilidade. E não tenho a mínima ideia de como colocar um ponto final. Não tenho a mínima ideia de como surgiu. Estou precisando voltar para o meu trabalho, mas está muito difícil porque não consigo me concentrar. É mais forte do que eu. E só quem passa, só quem sente uma coisa assim, é que sabe do que estou falando...
Coloquei pra repetir umas quinhentas vezes a música "grito de alerta", sinto que parte da letra é pra mim. Sabe quando uma música é dedicada de você para você? É justamente isso... Não culpo ninguém, mas o que me aconteceu só me abriu os olhos para o que eu estava procurando e onde estava indo. O conflito é comigo mesmo. Que merda que tenha sido agora, num momento desses, onde eu preciso de muita concentração para o trabalho e no trabalho.
Não sei conversar com ninguém sobre isso. É uma coisa tão minha, acho que ninguém vai entender o que estou sentindo. Vão pensar que é tudo besteira, que estou dramatizando uma coisa sem necessidade. Coisas que sempre ouvi, e por isso fui me calando, me calando, me calando... e hoje sofro sozinho mesmo. Desabafando em pedaços de papel ou em cantinhos como esse.
---------------------------------------------------

Grito de Alerta - Gonzaguinha

...
Não vê que então eu me rasgo,
Engasgo e engulo.
Reflito e estendo a mão.
E assim nossa vida é um rio secando,
As pedras cortando,
E eu vou perguntando: até quando?


São tantas coisinhas miúdas,
Roendo, comendo,
Arrasando aos poucos o nosso ideal.
São frases perdidas num mundo
De gritos e gestos...
...
Só sinto no ar o momento
Em que o copo está cheio,
E que já não dá mais pra engolir.

...
Veja bem
É o amor agitando meu coração.
Tem um lado carente dizendo que sim,
E essa vida da gente gritando que não.