(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Devaneios III

Me sinto tão triste ultimamente.
É como se só agora estivesse percebendo o 'vazio' em meu peito. Algo terrível que me atormenta e me tira o sono. Não sei se tem cura, mas peço todos os dias ao meu querido Papai para que Ele cure essa ferida aberta, que sangra, mesmo depois de alguns anos, ainda sangra.
Coloco aqui um trecho do livro que acabei de ler hoje. O livro chama-se "Os Sofrimentos do Jovem Werther" do autor alemão J. W. Goethe. [se você tiver pré-disposição para depressão, recomendo que não leia esse livro, pois senão terá o mesmo fim de muitos jovens da época, incluindo o protagonista do livro...]

"Percebo mais e mais como somos tolos em julgar os outros por nós mesmos. E como tenho tanto a fazer comigo mesmo, e meu coração anda tão turbulento, deixaria com satisfação que os outros seguissem seu caminho, contanto que me deixassem seguir o meu."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Encontros e Desencontros VI

São quase quatro horas da manhã. Acordei de um pesadelo e não consigo voltar pra dormir. Quer dizer, tenho medo de voltar a dormir e esses pensamentos me aterrorizarem novamente.
Queria descrever o pesadelo aqui, esse foi o motivo de me levantar e escrever agora. mas infelizmente não vou conseguir, pelo menos nesse momento não. Não quero relembrar tudo outra vez... Acordei chorando, tentando afastar um mal estar que invadia todo o meu corpo, toda a minha alma.
Sinto que algo ruim está pra acontecer, nunca aconteceu isso comigo. Estou no meio da madrugada, complentamente sem sono, com medo de voltar a dormir, e com uma sensação ruim de que algo está pra acontecer. Desejo esta errado, que tudo isso não passe de bobagem, de APENAS um pesadelo.
Definitivamente, estou pedindo à Papai que tudo isso não seja nada. Não quero ser igual a uma amiga que tem sonhos-premonições.
Isso me dá medo.

Estou pensando agora, será que esse pesadelo pode ser o subconsciente? O livro que estou lendo, fala muito disso, de morte, de sangue, pescoço.... E foi isso que me assustou no pesadelo. Uma morte cruel e absurda.
O livro é "Diários do Vampiro", na verdade é uma saga, já estou no terceiro livro, e há dias que estou tendo pensamentos e contatos com os vampiros, os caçadores.

Estou assustado demais, porém mais tranquilo agora. Sinto que uma paz me envolveu e me acalmou. Com certeza são meus amigos e guias espirituais. E esse pesadelo, evidentemente, tem haver com o livro que estou lendo...

Sinto fome. Vou tentar caçar alguma coisa, quer dizer comer alguma coisa. E depois volto pra dormir, e espero que eu consiga. Ainda tem tempo demais para que todos acordem. E eu não sou nenhum vampiro pra ficar acordado olhando o tempo passar. Se bem que... deixa pra lá. Já ia entrar em outro assunto e ficar falando besteira.
Tchau... e que mais tarde seja tudo perfeito.
Diferente do que estou sentindo....
Ainda sinto!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Dono do Tempo


Olá queridos amigos e leitores,
Espero de todo o coração, que vocês estejam bem. Eu ando um pouco chateado com Papai, mas sei que logo passará. São coisas entre nós, que só o tempo resolverá...
Quanto ao clube do livro, o grupo deu uma parada só esse final de semana. Mas semana que vem nós voltaremos com toda. E estamos numa dúvida, qual livro vamos ler. A princípio pensamos em Machado de Assis, agora já povoa o nosso pensamento, pegar um livro de Jô Soares. Eu sugeri que nós leiamos "O Alienista" de Machado de Assis, que é pequeno, e depois a gente lê uma obra do Jô. Mas ainda não sei qual foi a decisão do grupo. Enquanto isso continuo na minha saga "Diários do Vampiro". Eu já gosto disso né?! Sou louco mesmo!! rsrs

Meu final de semana foi tranquilo. Tendo sempre a certeza e a esperança ao meu lado. Me pergunto "até quando?". Não consigo responder. Só sinto que em breve tudo vai estar diferente. Não sei como. Mas é a certeza da mudança... Tanto que eu peço, tanto que eu reclamo, tanto que eu choro... mas não tenho a menor ideia de onde virá essa mudança. Quero crer naquilo que me parece um pouco difícil, note que eu falei 'difícil' e não 'impossível'.
Tenho uma certeza que isso acontecendo tudo vai mudar radicalmente, vai diminuir muitos problemas, assim como vai trazer outros tantos, que é inevitável. Mas vou saber tirar de letra... 'Assim espero'.
Vocês não tem ideia de como tem sido esses dias pra mim. Um martírio, uma luta, um desejo de tudo terminar bem, aliás, de tudo começar bem. Quero fazer dos meus dias um prazer imenso. Fazer tudo que me dá prazer e alegria. Fazer aquilo que me dá vontade de viver. Só quero ser feliz a cada dia. Acordar e dizer "hoje vou fazer isso." Quero, literalmente, gozar a vida.
Acredito em Papai, e sei que Ele vai me proporcionar isso. Vai me abençoar e me dar de presente esse sonho. Sei que vai, porque estou preparado...
Só quero poder ser o dono do meu tempo. E fazer tudo com prazer, fazer tudo que eu goste. É querer demais?

sábado, 11 de setembro de 2010

Clube do Livro III

Finalmente terminamos de ler o primeiro livro do Clube. Pensávamos que iríamos acabar ontem, mas por motivos extras e condições impossíveis, o final foi hoje. Que por sinal foi espetacular...
Mas vou começar contando sobre a viagem de ontem. Terminei o post anterior, falando do sétimo e último planeta que O Pequeno Príncipe visitou. E foi nesse planeta que ele aprendeu muito mais.

O autor começou pedindo desculpas por não ter sido honesto ao falar dos acendedores de lampiões. Ele disse que àqueles que não conhecem o planeta Terra pode ter uma falsa ideia dele. Porque os homens ocupam pouco lugar na superfície do planeta...
Mas voltando ao principezinho, quando chegou à Terra pensou que tivesse se enganado de planeta, pois não viu ninguém. Também não era pra menos, ele caiu no deserto da África, um pouco difícil encontrar pessoas por ali.
Seu primeiro encontro foi com uma serpente. Ele diz que ela é um bichinho engraçado, fino como um dedo. Mas ela logo completa que é muito poderosa, mais até que o dedo de um rei. Diz ainda que pode levar o principezinho mais longe que um navio. "Aquele que toco, eu devolvo à terra de onde veio... Tenho pena de ti, tão fraco, nessa Terra de granito. Posso ajudar-te um dia, se tiveres muita saudade do teu planeta..." Achei interessante essa fala da serpente, mas só vim entender no final do livro. Já já entenderás também..
O segundo encontro foi com um flor de três pétalas, uma florzinha à toa. O pequeno príncipe perguntou pelos homens e ela respondeu que não se pode nunca saber onde se encontram. "...O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam de raízes." E ele seguiu caminhando, até escalar uma montanha, pensando ver todo o planeta e todos os homens do alto dela. Mas só viu montanhas.
Continuou sua caminhada, andou tanto que encontrou uma estrada. E estradas vão todas na direção dos homens.. Daí encontrou um jardim cheio de rosas, e descobriu que sua rosa não era única no universo, existia cinco mil iguais na sua frente. E vem uma parte triste, ele que se julgava rico de uma flor sem igual. "... Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho... Isso não faz de mim um príncipe muito grande.." ele pensou, e chorou. Mas é aí que vem a parte mais linda do livro. O encontro com a raposa. Essa parte é inesquecível para quem já leu esse livro. Marca de uma forma inigualável. É um encontro que ensina a 'cativar' e cultivar uma amizade.
O principezinho chama a raposa para brincar, diz que está muito triste. Mas ela diz que não pode brincar, pois ninguém ainda a 'cativou'. Ele não entende o que é 'cativar', e pergunta o que significa. A raposa diz que 'cativar' é uma coisa muito esquecida. "Significa 'criar laços'..." Ele não entende e então ela explica. É aí que vem a fala mais sensacional, "Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
Digam se não é ESPETACULAR, e combina com qualquer tipo de relação. O pequeno príncipe então começa a entender. E a raposa começa a dizer que tem uma vida monótona, mas se ele a 'cativar' tudo vai ser diferente. Os passos do principezinho vai ser diferente e vai chamá-la sempre para fora da toca. Ela ainda fala dos campos de trigo. [puxa, eu achei muito lindo esse encontro.] Os campos de trigo são inúteis para ela, mas o principezinho tem cabelos cor de ouro. E quando ele tiver 'cativado' a raposa, ela irá lembrar dele sempre que vir o trigo, que é dourado. E então passará a amar o barulho do vento no trigo. Lindo demais!! Então ela insiste para que ele a 'cative'. Mas ele diz que queria muito, mas não tem muito tempo. Tem amigos a descobrir e coisas a conhecer. Aí vem outra frase clássica da raposa: "A gente só conhece bem as coisas que cativou. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existe lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!" Acho que não preciso comentar nada né?! Simplesmente perfeito, mas ainda não acabou esse encontro.
O pequeno príncipe então pergunta o que é preciso fazer. E ela responde: "É preciso ser paciente..." Ele voltou no dia seguinte, só que ela ensina outra lição de como 'cativar' um amigo. Dizendo que é preciso sempre aparecer na mesma hora, pois só assim ela saberá a hora de preparar o coração. "Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!..." E termina dizendo que tudo precisa de ritos. Ele não sabe o que é rito, a raposa então ensina-lhe mais uma coisa. Ela diz que rito também é uma coisa muito esquecida. Rito é o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas...
Super legal essa descrição de rito. Realmente, as coisas precisam de rito. O nosso clube do livro por exemplo, temos um dia certo. Sempre nas sextas, e eu fico a semana toda me preparando para esse dia. Que acaba relaxando, e tirando todo o estresse da semana. Tornando um dia diferente dos outros dias... Massa demais!! rsrs
O principezinho entende, e então diz que chegou a hora de partir. A raposa pede que ele vá rever as rosas, e então ele compreende que a rosa dele é única no mundo. Ela é muito importante para ele, e vice-versa. Assim é conosco. Um animal, um jardim, ou qualquer coisa que nós cuidamos, se nós perdemos um tempo com aquilo, então é único para nós, e sempre será. Porque como diz a raposa 'TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS...' O pequeno príncipe volta à raposa, e ela então conta-lhe um segredo. Outro clássico dessa querida e amada raposa. "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."

Paramos na sexta, porque já não tínhamos mais condições para ler. Tudo estava tão triste e tão confuso. Decidimos então parar e continuar hoje, já que faltava uma pequena parte. E a mais triste de todas.

Depois de se despedir da raposa, o principezinho encontra ainda com um guarda-chaves e com um vendedor de pílulas que matavam a sede.
Chega então a hora do principezinho voltar para seu planeta. Já vai fazer um ano que ele caíra na Terra. E ele tinha que partir. Conversou com a serpente, pois é ela quem vai fazer ele voltar para o seu lar. É muito triste a "despedida" desse garoto que a gente passa a amar durante toda a leitura... Mas ele deixa um presente para todos aqueles, que como eu, se encantaram com a doçura e a ingenuidade desse ser extra. O presente foi então, as estrelas.
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém... Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem. E tu terás estrelas que sabem rir... Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo..."
E logo depois o pequeno príncipe deu um passo, e um clarão amarelo o fez tombar devagarinho..
Já podem imaginar o que era esse clarão na sua perna né?! Se não leia e vai saber!!

E assim o principezinho deixa o planeta Terra, volta para sua flor, para os seus vulcões e para os seus baobás. Deixando todos nós tristes por sua partida.
Alguém duvida que esse livro seja o melhor de todos? Seja pra uma criança ou para um adulto. É simplesmente uma lição....
Ficamos todos emocionados no grupo. Passamos alguns minutos em silêncio, pensando no pequeno príncipe.
Próxima sexta tem outro livro, que ainda não foi escolhido. Mas será um da nossa literatura, talvez Machado de Assis...

O começo do Clube do Livro - "O Pequeno Príncipe"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Clube do Livro II

Olha eu aqui mais uma vez para falar sobre o Clube do Livro, estamos indo de vento em pompa. Infelizmente não deu para nos encontrarmos antes, até marcamos uma reunião extra, mas acabou não rolando.
Enfim, retomamos nossa leitura do agradável livro "O Pequeno Príncipe". Sem sombra de dúvidas é uma leitura gostosa. E quando há outras pessoas para compartilhar seus pensamentos, a coisa é melhor ainda.

Hoje o principezinho fez uma viagem. Visitou sete planetas, e em cada um ele aprendeu uma lição, o bom é que ele passou para o grupo essas lições... Os seis primeiros planetas que ele visitou, não era bem um planeta. Era conhecido como asteróides. Mas isso pouco importa, o importante é o que ele encontrou por lá.
No primeiro planeta ele encontrou um rei, só que não existia mais ninguém lá, o planeta era muito pequeno, então o principezinho perguntou sobre quem ele reinava. O rei de pronto disse que reinava sobre tudo... Em seguida o pequeno príncipe pede para ver um pôr-do-sol, mas aí é que vem a primeira lição deste planeta. O rei diz que "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar." Ou seja, no caso do pôr-do-sol, as condições tem que estar favoráveis.
E na nossa vida? Quantas vezes queremos e exigimos coisas das pessoas, sem nem saber se as 'condições são/estão favoráveis' para a realização do nosso desejo?! É preciso lembrarmos disso, cada um dá o que tem pra dar...
Depois o principezinho diz que vai continuar sua viagem e o rei se desespera, pois vai ficar só outra vez, aí ele diz que vai fazer do garoto o Ministro da justiça, mas aí o principezinho pergunta quem será julgado se não existe mais ninguém no planeta. E é daí que vem o segunda lição do primeiro planeta. O rei fala que o pequeno príncipe julgará a si mesmo. "É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio." Isso está claro pra todo mundo, mas é uma minoria que consegue colocar em prática. As pessoas julgam tanto os outros, que acabam esquecendo de julgar a si mesmo. Mas é claro, julgar o que o próximo faz é bem mais fácil...
O pequeno príncipe continuou sua viagem, e o segundo planeta visitado foi o planeta do vaidoso. Também era pequeno como o planeta do rei, e lá só morava o vaidoso. Ele estava triste pois não passava ninguém por lá e não tinha para quem se exibir. E quando ele viu o principezinho ficou radiante, pois "para os vaidosos, os outros são sempre admiradores... Os vaidosos só ouvem os elogios." Esse tipo aí nem se fala heim?!! Pessoas vaidosas, preocupadas em apenas ouvir elogios, em ser o centro das atenções. Esquecendo do próximo. Eu me considero vaidoso, mas acho que não chego nesse ponto, de ser tão egoísta e esquecer dos outros.
No terceiro planeta o pequeno príncipe encontrou um bêbado. Foi uma visita curta, mas conseguiu deixar o principezinho triste e melancólico. Aliás, não só o garoto ficou triste, todos que chegam até aí, apesar de ser uma passagem rápida, ficam tristes. O pequeno príncipe pergunta o que o homem faz, e este responde que bebe, com isso desenrola uma sequência de perguntas e respostas rápidas, onde o principezinho descobre que o homem bebe pra esquecer que tem vergonha de beber... E é isso que encontramos muito hoje em dia, pessoas fracas entregues ao vício. Que começam e não conseguem parar, e se viciam mais com vergonha de não conseguir parar.
O quarto planeta visitado habitava um homem de negócios, muito comum encontrar um desses por aí. Mal tem tempo pra conversar, está tão preocupado com os 'negócios' que não responde uma pergunta para não errar nas contas. Eu acho muito triste encontrar pessoas assim, que não tem tempo para os outros, muito menos para si mesmo. O pior é que hoje uma grande parte da população está ficando assim, igualzinho a esse homem de negócios que o pequeno príncipe encontrou. Esse aí contava e recontava estrelas, dizendo que as possuía. Mas dessa vez é o principezinho quem dá uma lição. Como pode um homem sério possuir milhões de estrelas se ele não é útil para as mesmas?! Pois para possuírmos algo é necessário que 'aquilo' tenha necessidade da nossa utilidade... Engraçado é que na vida real, muitas vezes, são as crianças que dão uma lição para essas 'pessoas de negócios'.
Partindo para o quinto planeta, o menor de todos. O principezinho encontrou um lampião e um acendedor de lampiões. Este acendia e apagava o lampião sempre na mesma hora. O planeta dava uma volta por minuto, e ele não tinha tempo de descansar. Pois era fiel ao regulamento: acender o lampião de noite e apagar de dia... Ainda hoje encontramos pessoas assim, fiéis aos regulamentos e regras. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Acredito que as vezes é interessante não ter que seguir regras...
Continuando a viagem junto ao pequeno príncipe, o sexto planeta visitado era dez vezes maior que o anterior. Lá tinha um velho geógrafo que tinha escrito muitos livros enormes. O principezinho encantando com uma verdadeira profissão, fica deslumbrado com o planeta tão majestoso. E a partir daí começa um diálogo sensacional sobre montanhas, rios e oceanos, a função do geógrafo e a do explorador. O geógrafo então pede para o principezinho descrever seu planeta. Quando o garoto termina seu descrição falando da sua flor, o estudioso diz que flores não são anotadas pois elas são efêmeras. Nos livros de geografia é importante escrever coisas eternas. Mas o pequeno príncipe fica tão desolado quando descobre o que é efêmera, e que sua flor está tão desprotegida e prestes a desaparecer. Mas logo cria coragem e pergunta ao geógrafo onde seria interessante visitar. Onde ele dá a sugestão do planeta Terra, um planeta que goza de grande reputação. Segue sua viagem o pequeno príncipe, mas com o pensamento na sua adorada flor.
O sétimo e gigante planeta era, pois, a Terra. Achei engraçado uma parte deste capítulo que diz a quantidade da população do planeta. A descrição é de forma bastante original, para que o principezinho tenha noção do tamanho do planeta. "cento e onze reis, sete mil geógrafos, novecentos mil negociantes, sete milhões e meio de beberrões, trezentos e onze milhões de vaidosos... cerca de dois bilhões de pessoas grandes." Mas é claro que hoje tem muito mais, acho que a Terra tem quase sete bilhões de pessoas. O que o grupo achou magnífico na descrição da Terra para o pequeno príncipe, foi quando ele descreve os acendedores de lampiões. "... para um conjunto de seis continentes, um verdadeiro exército de quatrocentos e sessenta e dois mil quinhentos e onze acendedores de lampiões... Os movimentos desse exército era ritmados como os de um balé de ópera..." É simplesmente sensacional essa descrição. Como o nosso planeta é gigante e lindo. Claro que hoje não existe mais acendedores de lampiões, pois tudo é elétrico. Mas ainda assim, imaginem aí a Terra vista de longe, principalmente nesses momentos em que se acendem e apagam os 'lampiões'... Perfeito!

Por hoje é só.
Mas a viagem pela Terra só está começando. Ainda tem muita coisa que o principezinho vai conhecer e explorar. Cada dia que passa fico mais ansioso para que chegue logo o dia do clube do livro. Pena que ainda não fiquei milionário, pois aí sim teria todo o tempo para a leitura.