(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

Minha foto
Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011



Acabou e agora é pra valer. Dois mil e onze está dando adeus.
E fazendo aquela retrospectiva vou lembrando de todos os momentos ruins e bons da minha vida. O que marcou mais durante esses trezentos e sessenta e cinco dias?
Meu ano começou sem muitas expectativas, não tinha planos nem projetos. Fui deixando a vida me levar, e posso dizer que deu certo. Aconteceram coisas maravilhosas. E já dando a dica: Quando você começa algo sem muitas expectativas tem grandes chances de dar certo. E se não der não vai sentir muito, pois é bem pior para aceitar que tudo deu errado quando se cria ilusões. Deixe a vida te levar.
Nas finanças devo dizer que não houve muito progresso, comparando ao ano anterior. A caminhada foi a passos lentos durante todo o ano.
A lista de amigos aumentou um bocado. Já a dos melhores amigos continua a mesma, tendo em vista que melhor amigo não se acha na esquina. Por isso é importante e muito mais lucrativo manter os mesmos melhores amigos a cada ano. Então, ponto positivo na amizade. [aêêêêêêêê]
No trabalho nada mudou, tudo continua como antes. Muito trabalho e pouco reconhecimento (R$). A esperança de um dia voltar a ser tudo o que quero ainda continua pulsando dentro de mim. Tive o gostinho no segundo semestre quando voltei a atuar. Mas foi algo muito rápido, adiando um pouco mais deixando para curtir nos próximos meses.
A lista de relacionamentos teve uma mudança bem positiva nesse ano que se encerra. Comecei sofrendo mais uma vez de paixonite aguda. E pra não ser diferente, levando um fora bem característico. Para mim foi a gota d'água, estava decidido não mais me apaixonar, Tinha a certeza que não tinha nascido para ser/ter um cônjuge. Até que o destino me prega uma peça novamente. Me faz apaixonar por alguém de uma falsa consideração, me faz ter momentos de intensa felicidade, voltando a acreditar que o meu coração ainda batia, e podia bater mais forte por alguém, aí em menos de dois meses vem a queda do poder me arrasando e tirando toda a esperança de um dia viver um grande e verdadeiro amor. Só que então, algo muda drasticamente, e o colorido volta mais forte e brilhante. É o amor outra vez. E termino dois mil e onze acreditando que dessa vez é o amor de verdade e veio pra ficar. Então, ponto positivo no amor. [aêêêêêêêê]
A muito custo realizo um dos meus sonhos de consumo. Deixando a vida bem mais interessante e mais cheia de responsabilidades. E agora no finalzinho do último mês algo acontece para me deixar mais emocionado. Vou ganhar mais uma afilhada. Estou muito feliz. Afilhado é praticamente um filho. Então avaliando tudo isso, ponto positivo. [aêêêêêê]
Enfim, alguns dos meus sonhos ainda continuam apenas sonhos. Mas a verdade é que, mais um ano é que se vai, não é minha vida que está acabando, a vida continua, por isso a chama da esperança continua acesa pois se um ano acaba outro se inicia.
Então que dois mil e doze comece com toda a alegria, e que no decorrer dos dias cada sonho, cada desejo seja realizado. Que o novo ano venha cheio de amor e esperança no coração de todos. Paz e harmonia para todas as famílias e cada ser humano que neste planeta habita.
Obrigado 2011...
Venha 2012.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Com Você


Encontrei você
E desde então tudo mudou.
As cores voltaram,
Os meus dias se encheram de alegria.

Minha vida,
Tal qual um quadro de Monet.
Parece fantasia,
Mas é tudo real
E com você tudo dá certo.


Encontrei você,
Me olhou.
E como um imã
Para você tudo se voltou
Quase sem querer.


Atenção;
Desejo;
Paixão;
Amor;
E todo o sentimento do meu coração.


Meu destino
Agora caminha na sua direção.
É pra você,
E com você
Que os meus dias seguirão.




Leonardo Fernandes



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ainda bem





Veio até mim
Quando já não mais esperava
Apareceu.
Foi chegando assim
Bem de mansinho
Me conquistando com jeitinho.


Medo.
Coração cheio de cicatrizes,
E um desejo incontrolável
de ter você.
O que fazer?
Se entregar.
Esperar.


Olhos nos olhos,
Boca na boca,
Pele com pele,
Desejo,
Paixão,
Amor.


Veio até mim
Ainda bem que você veio.
Me pegou,
Me desarmou,
Me conquistou,
E hoje meu desejo deseja você.


Lhéo Fernandes

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Devaneios de Brigite 2

Olá! 
É bem verdade que estou devendo uma explicação. Cheguei sem nem me apresentar e já fui falando dos meus relacionamentos. Eu sou assim mesmo, entro sem pedir licença e já vou falando, falando, falando...
Meu nome é Brigite, não sei bem porque os meus pais escolheram esse nome para mim. Um nome tão feminino para uma pessoa que ora é uma mulher, ora é um homem. Minhas amigas vivem dizendo que eu sou louca. Dizem até que eu não sou desse mundo. 
Mas eu acho que ficam dizendo isso porque está em falta no mundo pessoas como eu, que acham tudo normal e natural. Não consigo ver diferença nas pessoas, em cor, classe social, sexualidade, para mim todos somos iguais. Mas confesso a vocês que tem hora que nem eu sei o que sou. Meus pensamentos é um misto de feminilidade com masculinidade. Eu acho que se todos no mundo fossem como eu, o mundo seria bem melhor. Não haveria brigas, nem guerras, nem discórdias.. todos se respeitariam. E isso está em falta nesse mundo: RESPEITO.
Pois bem, voltando as apresentações. Tenho vinte e poucos anos, mas é como se tivesse uns quarenta. Minha profissão é 'de tudo um pouco'. Não gosto de rotina, por isso não permaneço em um trabalho por muito tempo. Estou sempre renovando. Já em relação aos homens, prefiro ficar com um só, porém sem rotinas. E isso falo por experiência própria, pois já tive um relacionamento que era a mesma coisa todos os dias, até que eu dei um basta. E acho até que durou muito, cinco meses. Detalhe, foi o relacionamento que durou mais tempo, até agora. Porque esse meu novo relacionamento, que já falei no post anterior, vai ser para a vida toda, assim espero, e que os anjos digam amém. 
Agora chega de lero-lero. Apresentações feitas, qualquer dia eu volto com mais histórias. 
Ah, só pra lembrar que as minhas histórias não tem começo, não tem meio e não tem fim... por isso não se espante se não entender. Afinal, como diz o título, os devaneios são todos meus, mas abro exceções para que vocês devaneiem-se junto comigo. 

Brigite
Novembro 2011.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O morte do desejo de um mundo melhor

Ainda continuo um pouco pensativo. Passei horas tentando entender certas atitudes de algumas pessoas. Isso tudo depois que vi um certo vídeo com um conteúdo absurdo, que é simplesmente de ficar mudo com a barbaridade sendo exposta. E me deixa mais triste as pessoas olharem e levar tudo na brincadeira, quando o assunto já passou do nível da seriedade.
O conteúdo do vídeo são duas crianças de aproximadamente oito à dez anos de idade, dançando vulgarmente se roçando. Parecendo dois adultos e pior, a dança parecia mais um sexo do que a dança propriamente dita. São dois minutos de vídeo, mas antes de chegar no primeiro minuto já estava passando mal com as cenas fortes que estava vendo. A cada segundo um pouco de esperança morria dentro de mim. Comecei a me perguntar qual será o futuro da humanidade. 
Não tenho nada haver com a vida de ninguém, se naquele vídeo estivessem duas pessoas adultas, isso não iria me chocar nem um pouco, porém eram apenas duas crianças com menos de dez anos, dançando feito dois adultos e se achando incríveis. Então eu, com a minha perplexidade continuei a me fazer perguntas que continuavam sem respostas. Onde estavam os pais daquelas crianças? Será que estavam vendo e achando lindo, tipo "minha filha dança demais." "meu filho é muito esperto." Porque eu jamais deixaria minha filha ou meu filho dançar de uma forma tão 'escrota', e ainda mais sendo gravado para cair numa rede social. Isso é simplesmente... [não tenho palavras para descrever]. 
Então postei no meu perfil do facebook para que as pessoas vissem o quão vulgares estão as nossas crianças, e a culpa de tudo isso são dos adultos. Crianças repetem o que veem os adultos fazendo. Logo em seguida coloquei um comentário pedindo que as pessoas que achassem o tal conteúdo ridículo não curtissem, e sim compartilhassem para que cada vez mais, mais pessoas vejam e juntos tentarmos achar uma solução para combater esse mal tão imundo que ronda as crianças de hoje. Nem que seja só observando seus filhos ou qualquer outra criança que esteja próxima. Educar,tratar e ensinar as crianças como devem ser. Sem pular etapas, deixando que elas aproveitem a infância, que é uma das mais lindas fases da vida. Porque para mim crianças são sinônimos de pureza, de inocência. Pois bem, o fato é que os comentários estavam indo bem, pessoas se chocando com o que viam, até que começaram a comentar de forma para que todos vissem e achassem graça. Ou seja, começaram a brincar com uma coisa tão séria. E isso me incomodou um pouco, não, pra falar a verdade me incomodou muito. Então fiz um apelo para que parassem de brincar com assuntos sérios, e pedi para que essas pessoas se colocassem no lugar de pais daquelas crianças. Espero que tenham entendido o meu recado. 
Rir é bom, mas rir de tudo é de se desesperar. 

P.S.: Tentei colocar o link do vídeo aqui, mas não consegui. =(

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Devaneios de Brigite

Não pensei que fosse acontecer tudo tão de repente. Ou talvez não tenha sido tão de repente assim. Há exatos  quarenta e cinco dias que Carlos me abandonou, encontrei uma pessoa para me dar o dobro do que o outro não deu.
Não vou dizer que não sofri quando Carlos resolveu sair da minha vida. Sofri sim, e muito. Porque eu cheguei a acreditar que era pra sempre, mesmo sabendo que o pra sempre sempre acaba. Mas assim como ele entrou, ele saiu. E da mesma forma que eu fiquei completamente apaixonada, achando tudo lindo em minha volta, eu consegui parar de me lamentar pela falta de consideração de Carlos e seguir em frente. 
Não esperava mais nada especial nesse restinho de ano. Já tinha me conformado em ficar sozinha por um bom tempo outra vez. Porém quando menos espera é que acontece as melhores coisas na vida. E isso sim, são presentes de um Ser Superior. É algo divino. 
Pois bem, o Diogo apareceu de uma forma inesperada. E fazendo jus a sua profissão tratou logo de curar as feridas abertas e que ainda não estavam cicatrizadas. Ele é médico e tem o jeitinho todo especial de cuidar de um coração cheio de cicatrizes e com algumas feridas abertas. Abertas porém sem dores. 
Não sei precisar o tamanho da minha felicidade, nem sei dizer quanto bem o Diogo me faz. Ele é uma pessoa que tem tudo na medida certa. Não é o último dos românticos, mas sabe me agradar no momento ideal. Não fica se lamentando por nada, e faz uma coisa que toda mulher adora. Me elogia na hora em que eu mais preciso. Parece até que ele lê os meus pensamentos.
Acredito que as coisas acontecem para nós evoluirmos. Não considero meu relacionamento com Carlos um erro, hoje posso ver com mais clareza alguns motivos que levou ao fim o nosso romance. E tenho certeza que nós não daríamos certo juntos. Somos muito diferentes, e dessa vez os opostos não se atraíram. O Diogo não é perfeito, mas a cada dia descubro que é o homem certo para mim. 
Aprendi então nunca se lamentar por nada. E o que acontecer, seja ruim ou seja bom, tudo tem um significado, um aprendizado, e só acontece na hora certa. 

Brigite
Outubro 2011.

domingo, 18 de setembro de 2011

Eu aprendi





Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.



William Shakespeare

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Smile




Sorria, embora seu coração esteja doendo.
Sorria, mesmo que ele esteja partido.
Quando há nuvens no céu,
Você conseguirá...

Se você sorrir
Com seu medo e tristeza.
Sorria e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria.
Esconda todo rastro de tristeza.
Embora uma lágrima possa estar tão próxima.
Este é o momento que você tem que continuar tentando.
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua.
Se você apenas...

Se você sorrir
Com seu medo e tristeza.
Sorria e talvez amanhã
Você verá que a vida continua
Se você apenas sorrir...

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, de que adianta chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua
Se você apenas sorrir.

Tradução do poema 'Smile' de Charles Chaplin... sempre que estou triste leio esse poema, pois me motiva a sair por aí sorrindo e fazer com que as outras pessoas sorriam comigo também..

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Saudade da infância

Que saudade da infância.
Tempo em que tinha todas as tardes livres. Quando não estava brincando, estava assistindo TV ou então dormindo. Não sabia o que era conta pra pagar nem muito menos o valor do dinheiro.
Preocupação não fazia parte do meu vocabulário, e nem do sumário. Completamente diferente dos dias atuais.
Lembro-me das tardes na casa da vovó, alguns primos e diversas brincadeiras, mas não era melhor que os domingos quando estava a família toda reunida: primos, tios, agregados e quem mais quisesse chegar.
Televisão só passava a existir quando eu estava só. Quando tinha pelo menos um primo comigo, queríamos era brincar na rua, na chuva... na fazenda não, pois nessa época meus avós já não a possuía. Recordo-me que as brincadeiras eram muito mais interessantes, mais divertidas. Era sete pecados, baleado, barra bandeira, amarelinha, cinco cortes [quando tinha mais gente na roda aumentávamos os cortes], esconde-esconde... Como dá pra perceber as brincadeiras nunca eram dentro de casa, lá só entrávamos quando alguém chamava.
Ah que tempo bom que não volta mais. Agora só resta na lembrança e nas fotografias guardadas na gaveta.
Hoje tudo mudou, tanto para mim quanto para as crianças atuais. Para mim as responsabilidades aumentaram, os problemas apareceram, a preocupação está sempre presente. As brincadeiras agora são em volta de uma mesa, contando piada ou relembrando situações engraçadas do passado. São os momentos mais felizes atualmente.
Para as crianças de hoje as brincadeiras de outrora já não tem mais graça. Brincar na rua por quê? Melhor é ficar dentro de um quadrado assistindo TV ou acessando a internet. Se bem que com tanta violência e bandidagem que há atualmente é mais seguro ver os nossos filhos dentro de casa mesmo.
Instinto de sobrevivência.
Quando criança eu queria ser adulto, hoje adulto luto para não perder a criança que ainda existe em mim. A minha infância sempre vai existir, agora dentro de mim, nas lembranças e nas saudades. Que eu nunca esqueça o que aprendi e o que senti quando criança. Só assim serei um adulto muito mais feliz e livre.
Ainda assim continuo com uma baita saudade da infância, a gaveta abriu e não quer fechar.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Primeiro encontro

Um convite,
Olhos nos olhos,
A timidez,
Coração acelerado.

No salão a música envolvente,
Corpo no corpo.
Deslize.
Desejo ardente nos lábios.

O beijo,
A textura dos lábios,
A umidade no toque,
Vontade louca de parar o tempo.

Tremor dos corpos,
Arrepio na pele,
O querer mais que querer.
E então prazer.


Lhéo Fernandes
[18/08/2011]

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Paixão

Foi numa noite de domingo que Paulo conheceu o sabor da outra metade. Ele jamais imaginaria que seria de um jeito tão estranho, tipo ‘conto de fada’.
Conheceu o Ricardo na festa da amiga de Juliana. Assim que Paulo bateu os olhos em Ricardo, algo o atraiu, talvez seu porte físico. Um rapaz alto, corpo atlético, sedutor. E tratou logo de pedir a sua prima pra saber algo sobre o Ricardo. Quem ele era, se era comprometido. E tudo o que Juliana conseguiu saber sobre Ricardo, era que ele era cunhado da anfitriã.
Paulo não se satisfez com apenas essa informação. Passou a noite toda esperando um momento para puxar assunto com o Ricardo. E foi no toalete que ele achou a oportunidade. Quando Paulo entrou no banheiro viu o Ricardo arrumando seu cabelo em frente ao espelho, e logo seus olhares se cruzaram. Algo de extraordinário aconteceu no ar e naquela troca de olhares.
Passaram alguns minutos conversando até Juliana ligar para Paulo chamando o pra ir embora. Trocaram números de telefone e deixaram no ar a promessa de uma ligação no dia anterior. Na volta pra casa Paulo relembrava a conversa que tivera há pouco com o cara mais sedutor que conhecera. O seu jeito de falar deixava qualquer pessoa hipinotozada, era assim que Paulo estava se sentindo. Sem contar o lado misterioso de Ricardo. Ele parecia que escondia algo.
Tudo o que Paulo descobrira sobre ele, foi que Ricardo estava solteiro, e seu irmão namorava Larissa, a dona da festa. Não conseguiu saber mais nada, muito menos o que tanto remoia em sua cabeça. Ricardo deixava dúvidas.
No dia seguinte Paulo hesitou em ligar para Ricardo, passou o dia todo esperando a tal ligação. Já tinha perdido a esperança, afinal de contas Paulo nem sabia se ele era gay, pouco sabia da sua vida. Resolveu então ir caminhar na praia, pensar um pouco na vida, refletir sobre a noite anterior. E foi nesse momento que o telefone tocou, e para surpresa de Paulo, que já estava sem esperança, o nome que apareceu na tela do celular o fez tremer, deixando suas pernas bambas. Sentou ali mesmo na areia, pois mais um segundo ele cairia. Ficou sem entender porque isso aconteceu com ele. O que Ricardo tinha que o fazia perder os sentidos? Isso era o que Paulo queria descobrir quando atendeu a ligação.

- Alô? – Paulo atende desconfiado.
- Liguei pra saber o que você vai fazer hoje. Estava pensando em convidar-lhe para dar uma volta. Talvez tomar uma água de côco.
- Bom, eu estou nesse momento aqui na praia...
- Ótimo, então me espera. – Ricardo falou mais alegre do que nunca.
Paulo ficou sem entender. Não parecia nem um pouco com o garoto que conhecera ontem na festa. Ele estava mais aberto, parecia feliz com alguma coisa. Agora a ansiedade tomava conta de Paulo.
Minutos depois Ricardo senta ao lado de Paulo, ambos olhando para o mar. Como Ricardo o achou? Só o destino e o desejo podem responder.
Paulo logo percebeu algo de diferente com Ricardo. O lado misterioso ainda continuava em seu semblante, mas ele parecia mais alegre, animado. Nada melhor do que uma noite de reflexão.

- Pensando em quê? – Perguntou Ricardo sentando ao lado de Paulo.
- Nos mistérios e surpresas da vida. – Paulo falou se virando para olhar nos olhos de Ricardo.
- Então quer dizer que a vida te fez alguma surpresa?
- Em partes sim.
- Hum. Pois eu posso dizer que a vida me fez uma surpresa... – Ricardo parou, sentia o coração acelerar.
- Ah, e qual foi a surpresa que ela te fez?

Paulo continua olhando para Ricardo que olhava o horizonte atentamente, foi se virando aos poucos para olhar nos olhos de Paulo. E depois de duas piscadas, ele disse:

- Você! Não parei de pensar em você desde o momento em que nos vimos..
- Eu também. – Disse Paulo quase sem voz de tanta emoção. Ele não acreditava que aquilo estava acontecendo com ele. Sempre que se interessava por alguém nunca era correspondido. Mas o que estava acontecendo ali era tudo ao contrário. O garoto que ele gostou, estava interessado também.
- Você também gostou de mim? Achei você um pouco frio quando te liguei, pensei que não tivesse se interessado por mim. – Ricardo fala mais animado.
- Engraçado, pois eu achei você muito misterioso. Cheguei a pensar até que você não gostasse de homens. - Eles riram.
Ricardo olhando nós olhos de Paulo se aproxima dos seus lábios, e eles se beijam selando assim o começo de uma nova paixão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Je t'aimais, je t'aime, je t'aimerai


Com essa música veio o pedido de namoro.
Claro que fiquei sem palavras, não sabia o que dizer... A resposta ainda não foi dada, mas já subentende-se qual será.
Não estou no meu estado normal. Vejo cores quando olho para o céu em dias nublados. Meu pensamento só consegue pensar você, minha boca já sente o gosto da tua boca. Meu corpo treme quando te vejo.

Acredito que não há outra resposta que não seja: SIM!!!!!

Eu te amei, Eu te amo e Eu te amarei

Minha infância despida sobre pedras cristalinas
O vento desarrumando teus cabelos
Como a primavera em minha jornada
Um diamante caído do cofre
Apenas a luz poderia
Desfazer nossos vestígios secretos
Onde meus dedos prendem seus pulsos
Eu te amei, eu te amo e eu te amarei

O que quer que faças
O amor está por toda a parte onde olhas
Nos mínimos lugares do espaço
No menor sonho onde você hesita
O amor é como a chuva
Despido sobre pedras cristalinas

O céu julga conhecê-lo
Ele é seguro e verdadeiramente belo
E jamais se aproxima
O vi preso em suas redes

O mundo possui tantos pesares
Tantas coisas que se promete
E apenas uma para qual eu fui feito
Eu te amei, eu te amo e eu te amarei
O que quer que faças
O amor está por toda a parte onde olhas
Nos mínimos lugares do espaço
No menor sonho onde você hesita
O amor é como a chuva
Despido sobre pedras cristalinas

Voando do mesmo cais
Nos olhos o mesmo reflexo
Nesta vida e na próxima
Serás o meu único projeto

Colocarei teus retratos
Em todos os tetos de todos os palácios
Em todas as paredes que eu encontrar
E logo abaixo, escreverei

Que só a luz poderia...

E os meus dedos sobre os teus pulsos
Eu te amei, eu te amo e eu te amarei.

terça-feira, 12 de julho de 2011

La vie en rose

Tudo começou com essa música.
Esse pássaro francês começou a cantar num domingo chuvoso... E foi então que tudo mudou, que meus olhos começaram a brilhar, meu coração começou a acelerar.
E esse pássaro francês, chamado Edith Piaf, trouxe o meu futuro amor.

La vie en rose - Edith Paif

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

[Refrain]
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.
Il est entré dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.
C'est lui pour moi,
Moi pour lui dans la vie,
Il me l'a dit, l'a juré
Pour la vie.
Et dès que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat

Des nuits d'amour à plus finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis des chagrins s'effacent
Heureux, heureux à en mourir.

domingo, 12 de junho de 2011

Doze de junho

Jamais imaginara que esse dia chegaria tão rápido. Há anos que eu temo pelo dia doze de junho, e vários motivos me fazem sentir tal temor. O primeiro é que o mês de junho significa que já estamos na metade do ano. Já se vão seis meses desde o início do mesmo, onde faço os votos de promessa e a lista de coisas a fazer no novo ano.
O segundo motivo é o medo de estar sozinho. Por ser esse dia a comemoração entre casais apaixonados, o mel escorrendo pelas ruas da cidade, o amor pairando no ar. O medo de não ter ninguém para dizer palavras de carinho é o que me apavora, e muitas vezes me deprime. Porém algo diferente aconteceu comigo esse ano. Não sei se conseguirei explicitar o que tenho sentido, mas vou tentar.
Muito antes do início do novo ano eu já não sabia o que iria ser da minha vida, não consegui fazer planos, criar metas ou listar as coisas que queria fazer. Até achei estranho não fazer nada disso, pois pra mim é de praxe todos os finais de ano fazer tal tarefa. Porém este último final de ano eu estava quase que à deriva pelo tempo. A esperança já não existia, a certeza já havia me abandonado. Então o melhor a fazer era deixar a vida guiar, já que eu me encontrava inerte diante do futuro.
Comecei o novo ano sem rumo, fui vivendo. Me apaixonar, viver um grande amor, isso já não fazia parte nem dos meus sonhos. Fui esfriando a cada dia. Sem saber fui petrificando meu coração e trazendo a insegurança para viver ao meu lado. Me afundando no trabalho, vou procurando outros afazeres para fugir da minha essência. Quando menos espero o dia tão temido chega, entretanto diferente de todos os outros anos, não tive tempo de ficar chorando, temendo a solidão e me entregando a depressão.
Mas ao acordar na manhã do dia doze de junho, sinto um vazio, uma tristeza profunda, e então me lembro do dia em que estava. Com isso percebo que meu coração já não está tão petrificado assim, e que ainda há um sentimento adormecido. O sentimento que vem da minha essência. Porém consigo acordar sem chorar, apesar da tristeza de ainda estar sozinho.
O dia temido passou, consegui sobreviver. Percebi que ainda posso fazer ferver o sentimento frio e adormecido, e que nenhuma rocha é tão dura quanto parece.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem Título 1

Meu peito quase não resistiu tamanha era a saudade que sentia por ti. Por onde andavas enquanto eu te procurava? Confesso que foram dias nublados, o brilho das estrelas estava oculto. Tentei juro que tentei afastar a chuva, o frio e a dor da saudade, mas acho que foi uma tarefa sem sucesso.
Há quem diga que eu estava muito bem, feliz como ninguém. Mas só eu sei o que se passava dentro de mim. Ocultei a minha dor assim como as nuvens fizeram com o brilho das estrelas, assim como fizeram com o teu brilho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parte 2

[Parte 1]

Tentei de todas as maneiras me comunicar com a Fernanda, mas todas as tentativas fracassadas. Se ela não me ouvia, se ela não conseguia me ver, então aquele não era eu, ou talvez fosse tudo um sonho. Fernanda chorava agarrada ao travesseiro. Eu desesperado percebi que não conseguia sair daquele sonho.
Mas então não era sonho, e sim tudo uma realidade confusa. Descobri quando, por fim, consigo entrar nos pensamentos da Fernanda e ouvi-la dizer que não ia conseguir viver se não fosse ao meu lado. Aquilo tudo caiu como uma bomba, então comecei a perceber o que estava acontecendo.
Eu estava morto.
Era por isso que ela não conseguia me escutar. Uma luz brilhante invadiu o quarto, e por entre ela surge um ser, que em instantes percebo que era a minha mãe. Minha mãezinha que havia me deixado há alguns anos. Ela estava mais linda do que a última vez que nos vimos. Com um sorriso acolhedor, abriu os braços em minha direção. Fui ao encontro dela e caí no choro ao sentir aquele abraço que há tempos procurava.
Diante disso tive a certeza que estava morto. Mas como eu havia morrido se estava ali no meu quarto, com as minhas coisas, minha cama. Olhei para cama e vi que minha namorada dormia abraçada com o meu travesseiro. Foi aí que desejei muito conversar com a Fernanda, queria confortá-la e dizer que estava tudo bem. Dei uma olhada suplicante para a minha mãe, que me retribuiu com uma piscada. E disse que ainda não era possível. Fiquei descontrolado, querendo falar com ela, mas minha mãe disse para eu ter calma que a hora ia chegar e que dependeria de mim o tempo em que iria acontecer.
Acompanhei a minha mãezinha, e juntos entramos naquela luz que iluminava todo o meu quarto. Sentia uma paz invadir o meu ser, porém não sentia dor alguma. Ainda não acreditava que podia estar morto. Não pensava que fosse tão fácil morrer.
Estava muito feliz em ter a minha mãe ao meu lado novamente. Não sabia para onde ela estava me levando, mas também nem queria saber. Só em estar com ela já me dava por satisfeito. Não falamos nada durante o caminho, eu estava encantado com uma luz me guiando. Flutuava sobre uma cidade cheia de luzes que cada vez ficava menor até desaparecer dando espaço para uma linda paisagem onde o sol já clareava.
Minha mãe me levou para um quarto e disse para eu descansar que logo mais ela viria me buscar para conhecer o lugar onde eu iria morar a partir de então, apesar de não me sentir cansado obedeci parecendo aquela criança que fui um dia. Mas só a deixei ir depois de receber um beijo carinhoso na face, me deixando mais seguro e protegido.


sábado, 30 de abril de 2011

Parte 1

Eu era um homem de vinte e cinco anos, cheio de vontade de viver e de sonhos. Estudava administração. Engraçado pois nunca quis fazer esse curso, só estava cursando por um desejo inconsciente de conseguir administrar a minha vida e o meu coração.
Naquela noite estava voltando da casa da minha namorada, a Fernanda. Eu não me sentia muito bem. Estava embriagado pela beleza dela, uma coisa deslumbrante, e não conseguia entender porque ela namorava comigo, o que tinha em mim que a atraía tanto. Enfim, dirigia o meu carro em meio ao temporal que ocorria do lado de fora. Debussy começava a tocar do lado de dentro. Tudo conspirava para que eu desse uma viajada para o interior, para o meu interior.
Nesse momento estava a uma velocidade não muito adequada para uma noite de chuva. Sem perceber começo a correr mais, a velocidade vai aumentando à medida que o passado vem à tona. Já não conseguia controlar o meu corpo. De repente no meio da rua, todo molhado e vestido de branco, um rapaz com aparência de vinte anos vem em direção ao carro, não consigo ver quem é. Ele estava cada vez mais perto, mas não conseguia parar o carro. Quando o rapaz se aproximou de mim trouxe com ele uma luz muito forte e incandescente que me deixou cego. Só conseguia ouvir ruídos, mas não entendia nada. Era como um rádio velho procurando uma estação.

Não sei precisar quanto tempo tudo isso estava durando, mas depois de um longo silêncio volto a enxergar, e meio atordoado reconheço o ambiente do meu quarto. Paredes brancas com tons de azul, e no teto estrelas que brilhavam mesmo com a luz incandescente da lâmpada.
Sem dúvidas era o meu quarto.
Levanto da cama e me assusto com alguém entrando no quarto. Era a Fernanda. Mas o que ela estava fazendo ali? Saí da casa dela há poucas horas, o que será que aconteceu? Tudo isso passou numa fração de segundos pelo meu pensamento. Fui ao encontro dela, mas ela desviou do meu abraço e sentou na minha cama chorando. Perguntei desesperadamente o que estava acontecendo, mas parecia que ela não queria falar comigo, ou então não estivesse ouvindo. Fiquei de frente para Fernanda falando e olhando para os seus olhos. E foi então que tudo começou a se embaralhar na minha cabeça. Não estava entendendo porque ela não me via e nem me ouvia...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sozinho


Solidão parece que é a minha sina.
Tenho estado tão por fora do mundo que nem me reconheço mais. Nem sei a que roda de amigos pertenço. Um peixe fora d'água, é assim que me sinto quando saio do meu refúgio.
As pessoas não são mais as mesmas, eu não sou mais o mesmo. Lei natural da vida: "Nada do que foi será de novo de jeito que já foi um dia..." Tudo muda, sempre mudará. E isso me dá medo, não sei explicar porque.
A solidão tem sido minha companhia. Não consigo precisar o tempo, mas pode colocar meses. E isso ninguém sabe, ninguém vê. Não deixo transparecer, ou talvez até deixo, mas ninguém consegue me ler. Só peço ao Pai, ao meu Pai, que não deixe que façam de mim o que da pedra Ele fez. Por mais que seja cômodo, mas eu não quero. Prefiro ser assim, um artigo indefinido. Me reinventar, me contradizer.
Mas a minha realidade, a que estou vivendo e sofrendo, é a de estar sozinho. Não é a primeira vez que me sinto assim. Uma certa época da minha vida, da qual passei por uma fase complicada, me sentia do mesmo jeito de hoje.
Só.
Pensei que não passaria da tal fase, muitos foram os momentos de loucura, de tentativas frustradas. Porém, passei, superei, mas hoje me sinto como naquele tempo, na estaca zero. Sem rumo, sem destino, sem futuro. Entretanto, estou um pouco mais maduro, tentando conviver com a realidade.
Ando só, olhando para o infinito tentando ouvir o som do meu grito. Nem sei por que, não me pergunte o que eu não sei. Ando só como um pássaro voando, imerso nos próprios pensamentos. Cada dia que passa me sinto, ora como um presidiário cumprindo uma sentença, ora como um pássaro livre, que pode ir aonde quiser.
Ando só sem saber até quando.


domingo, 10 de abril de 2011

A dança

Tudo começou com aquela velha troca de olhares. Os dois, ainda tímidos, só observavam o ambiente e as pessoas. Os olhos circulavam pelo espaço, porém quando menos esperei lá estava o meu olhar fixo no olhar dela novamente.
Foi assim por alguns minutos. Tempo suficiente para tomar algumas taças de vinho e deixa-lo fazer efeito sobre a timidez. E então consegui ir até ela, conversamos muito, e tudo fluía naturalmente. Depois de alguns instantes parecia que nós já nos conhecíamos há tempos. E o mais interessante era que o desejo e o tesão só aumentavam.
Depois de algumas garrafas de vinho, a festa já estava animada. Porém eu já não observava mais ninguém. Só tinha olhos para aquela garota, tão simples, tão meiga, tão espontânea, tão atraente, tão excitante. Até então nada demais tinha acontecido. Mas ela mexia com as minhas estruturas. Uma vibração acontecia dentro de mim toda vez que eu estava ao seu lado.
Porém o clímax ainda estava para acontecer.
E quando tocou "Eu vou tirar você desse lugar", foi que tudo aconteceu. Minhas pernas tremiam, minhas mãos pareciam gelo, mas criei coragem, beijei sua mão e lhe pedi o prazer daquela dança. Sem saber que realmente seria um verdadeiro prazer.
Começamos meio tímidos, afinal de contas era o primeiro contato corpo no corpo. Senti sua pele macia, seus braços me envolvendo. Fiz o mesmo, a trouxe para mais junto do meu peito.
E tenho certeza que ela sentiu meu coração bater descompassadamente. Porém também senti seu coração bater fora do compasso normal. Entretanto, com alguns segundos parecia que eles já se entendiam, e os dois corações batiam no mesmo ritmo. Meus olhos estavam fechados desde que nossos corpos se encontraram, não sei nada do que acontecia a minha volta. Para mim só existia eu e aquela mulher deslumbrante. Me sentia nas nuvens enquanto estava em seus braços, a nossa dança era um movimento tão leve que me sentia flutuando, ou melhor, me sentia deslizando pelo salão.
Já não tinha mais domínio nenhum sobre meu corpo. O tesão já me dominava, e me excitava. Parecíamos um só corpo deslizando naquele espaço. A música ainda rolava, e sem que desgrudássemos, o nervo abaixo da cintura já fervia de tão rígido. Porém, antes mesmo que terminasse a música, o gozo já mostrava sua essência...
Por infelicidade nossa, a música chega ao fim, e a muito custo nos afastamos sem saber onde colocar a cara. Tamanha era a vergonha do que tinha acabado de acontecer ali no meio de uma dança. Olhamos um para o outro e soltamos a mais pura e linda gargalhada.
Em volta tudo estava normal, parecia que ninguém tinha percebido nada, ou se perceberam disfarçaram muito bem.
Saímos à francesa, e sob o céu iluminado, as estrelas parecendo que caíam nas nossas cabeças, nossos corpos se uniram como ímãs. Num misto de prazer e emoção.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ponto Culminante

Nada mais inspirador que a chuva.
Lá fora a água cai no chão,
Aqui dentro lava as dores.
A alma fica como uma seda pura.

Os trovões estrondam nos ouvidos.
Os relâmpagos iluminam os olhos.
Nessas horas felizes dos comprometidos.
Que podem ser abraçados, e seus medos dissipados.

Os meus cacos eu recolho.
Os meus pensamentos eu acolho.
As dores eu desfolho.
E as lágrimas eu tolho.

Tem sido assim dia a dia.
E eu transponho na caligrafia,
Os sofrimentos do coração e da alma.
E tudo o que escuto é um pouco mais de calma.

O tempo é o senhor do destino.
Mas ele já está por demais adiantado.
Sinto-me acanhado.
Achando-me o próprio inquilino.

É como se meu coração não fosse mais meu.
Como se tudo isso fosse emprestado.
Mas a chuva cai e lava as dores.
Tornando-se assim o meu apogeu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

As minhas máscaras

Quando as horas do meu dia estão todas preenchidas, não há espaço para pensamentos que me fazem sentir a pior das pessoas. Isso por uma lado é muito bom, mas por outro me deixa tão cansado fisicamente e mentalmente que não consigo transpor para o papel as coisas que eu sinto.

Mas não é sobre isso que quero falar. Talvez até tenha haver com o tema escolhido para essa postagem. Desde que comecei a escrever sobre a tal da solidão, tenho me sentido mais inspirado. Quando escuto uma música, quando assisto a algo na televisão, qualquer palavra ou frase me inspira a escrever alguma coisa. Claro que os temas não poderiam ser diferente daquilo que estou sentindo e vivendo. Quer queira quer não tudo fica no meu subconsciente. Então temas do tipo, solidão, paixões desenfreadas, amores impossíveis, razão, emoção, desejos e desilusões é que me chamam a atenção, que me faz parar e escutar o que está sendo dito.
Porém hoje depois de um dia longo de trabalho, paro um minuto para ver o que está passando na televisão e um certo programa atrai a minha atenção. E um dos temas era sobre as máscaras que todo ser humano tem. A partir daí comecei a pensar sobre as minhas próprias máscaras, e descobri que não tenho apenas uma, tenho várias. Tanto que as vezes nem eu mesmo sei quem sou.

É até estranho estar falando sobre isso, eu que tenho tantas máscaras, como posso tirá-las assim de uma hora para outra. E é esse um dos meus receios de ir a um terapeuta. Acho que não conseguirei me abrir, falar tudo o que sinto no mais íntimo do meu ser. Tenho medo de ser invadido. Gosto dessa ideia de ser misterioso. Mas eu sei que preciso fazer terapia, isso vai me ajudar muito a crescer como ser humano.
Enfim, voltando as minhas máscaras. Tem uma que já não sei se ainda permanece, ou se já caiu faz tempo e eu nem percebi. É a máscara do palhaço, extrovertido, que está sempre rindo, mesmo quando a alma chora. Gosto de fazer as pessoas rirem, detesto ser o coitadinho, que está sempre se lamentando. Então coloquei essa máscara, e sempre quando saio do meu altar particular, tudo que é tristeza fica por lá mesmo. Carrego comigo essa máscara, a máscara do sorriso.
Mas essa nem é tão mal assim. Por um lado é muito bom, as pessoas gostam de estar perto de criaturas que a façam rir. Porém tem um lado ruim, é quando uma pessoa espera tanto de mim, e eu estou tão mal por dentro, que não consigo ser aquele ser tão alegre e contagiante. Isso acaba em decepção.
Eu sei que decepção faz parte. A decepção ajuda no crescimento.

E essa é outra máscara que possuo. Só de pensar em magoar ou decepcionar alguém já fico mal, mesmo me decepcionando e sendo magoado a todo instante. Mas é uma coisa que venho tentando me trabalhar, queria me impor mais, dizer o que penso sem medo. Porém na prática a coisa não é tão fácil. Tenho essa mania de querer agradar as pessoas. Mesmo quando não estou de acordo. Acho que talvez por isso eu não tenha um lado crítico bem desenvolvido. Admiro as pessoas que sabem fazer uma crítica construtiva, colocar suas opiniões sem se importar com o que os outros vão achar. Eu não consigo ser assim. Tenho uma necessidade absurda de querer que as pessoas gostem de mim. Tá, eu sei muito bem o nome disso.
Carência.
O que fazer para mudar isso? Uma pergunta que até hoje não consigo responder. Se alguém souber a fórmula, por favor me ajude...

Tenho muitas outras máscaras, das quais agora não me recordo. Mas essas descritas acima são as que mais andam comigo. Não podia ter escolhido profissão melhor. Talvez nem tenha sido escolha, mas destino. Todo ator tem milhões de máscaras, se não fosse assim não conseguiria interpretar bem. É por isso também que todo artista faz terapia, análise e outras coisas do gênero. A necessidade de se encontrar, de não deixar essas máscaras dominar a vida real é muito importante.
As minhas máscaras também é uma forma de proteção. Aliás, toda ela é uma proteção. Pra falar a verdade, sou muito chato, acho que é até insuportável de se conviver comigo. Ou será tudo isso o fato de ter momentos de eu querer ser quem sou e as máscaras não me deixarem mostrar? Elas já fazem parte de mim, que até eu mesmo me confundo. Chego a ficar sem saber quem eu sou.
Eu sei, já cheguei a conclusão de que preciso fazer terapia urgentemente. Mas máscaras todo mundo tem, e muitas vezes ela é até útil.
Como diz o eterno Chaplim: "SORRI QUANDO A DOR TE TORTURAR E A SAUDADE ATORMENTAR OS TEUS DIAS TRISTONHOS, VAZIOS... SORRI VAI MENTINDO A TUA DOR E AO NOTAR QUE TU SORRIS, TODO MUNDO IRÁ SUPOR QUE ÉS FELIZ."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Apenas mais uma de solidão

Acordei com a promessa de focar nos afazeres do dia. Sem deixar que a solidão invadisse toda a minha mente. Me doando de corpo e alma ao trabalho não teria espaço para ficar remoendo o passado, ou me iludindo com o futuro.
Tudo ia bem até o meio do dia. Tive a minha hora de almoço, estava feliz, apesar de ser uma segunda-feira, mas eu estava disposto a seguir em frente e me dedicar ao trabalho com afinco e amor. Porém ao retornar para o segundo expediente, no caminho me deparo com um casal que tinha em volta um luz cor de rosa. Não sei o que deu em mim, mas parei como se houvesse uma barreira, ou algo que estivesse atrapalhando a minha passagem. Não tirava os olhos do casal, pois eles exalavam amor, carinho, atenção e cumplicidade.
Ao mesmo tempo que achei aquilo a coisa mais linda, tive inveja, da espontaneidade que eles se curtiam. Mas como eu não queria ficar colocando olho gordo naquele casal tão apaixonado, segui em frente, entretanto agora com a solidão me fazendo companhia. E pra piorar a tristeza veio junto. Me sentia a pior das pessoas, a mais solitária, a mais 'sei lá'.
Respirei fundo, recitei alguns mantras e voltei para mais uma jornada de trabalho. Agora mais do que nunca focado nas tarefas a serem cumpridas, sem notar que tudo aquilo era apenas uma fuga. Mas não tive escolha. Ou fugia, ou ficava triste acompanhado da solidão. Preferi a primeira opção.
Só que o dia ainda não tinha acabado. E mais tarde todo o meu pensamento foi invadido pela luz. Aquela luz que alumia. Andava pela rua olhando para todos os lados na esperança de encontrá-la novamente, e fazer com que essa solidão fosse pra bem longe.
O céu ainda estava claro, porém com uma cor diferente. Nos ouvidos o som inspirador da diva, só faltava a luz brilhante vinda daquele ser.
E em determinado momento, encontro uma criatura parada na minha frente, mas os olhos dela estavam à procura de outra coisa, ou de outro alguém. Tudo bem que não tinha a luz que eu desejava, e esperava. Mas tinha algo de encantador em volta de si.
Pensei tudo isso em fração de segundos quando passei ao lado dela. E quando olhei pra trás vi o encontro de mais um casal apaixonado. A tal pessoa que ela procurava tinha chegado e roubado todo o encantamento que tinha me hipnotizado.
Olhei pra frente com os olhos cheios de lágrimas querendo que um buraco se abrisse abaixo dos meus pés. Me achando a pessoa mais ridícula do universo. Como esse buraco não se abriu, tive que me conformar mais uma vez com a companhia arrasadora da solidão.
E nos olhos ficou, novamente, a esperança de encontrar aquela luz incessante.
A luz dominadora.

domingo, 3 de abril de 2011

Luz que alumia

Naquela noite, olhei para o céu e nunca tinha visto tantas estrelas. Mas foi aqui na terra que uma luz encandeou os meus olhos. Uma luz vinda de um ser que não conhecia. No céu o espetáculo das estrelas, nos ouvidos o som de uma diva, e bem diante dos meus olhos a luz vibrante, energética de um ser que tinha tudo para mudar a minha vida.
Mas o que eu não esperava era que, assim como surgiu, esse ser desapareceu. Não deu tempo para saber quem era de onde vinha e pra onde iria. Meus olhos procuravam aquela luz brilhante que quase me deixara cego de tanta energia. Mas foi uma procura fracassada, pois ninguém sabia e ninguém viu.
E então tudo o que me restava era voltar para a solidão. Depois de um lindo espetáculo no céu, na terra e na alma. Depois de uma noite inesquecível, a solidão me esperava. Porém o que eu não sabia era que a solidão fosse fazer morada em meu peito. E até hoje ela permanece, me fazendo ter dias insuportáveis.
Por onde andas luz incessante?
Meus dias tem sido de par em par, mas não me canso de procurar e esperar por ti, luz que vibra. Vem e me tira dessa solidão.
Vem, luz que alumia.

À espera de um milagre

Solidão é uma coisa que ninguém quer sentir. Quando se fala em solidão todo mundo treme.
Mas parece que ela me visitou e ficou.
Tenho muitas pessoas à minha volta, mas nenhuma que faça essa solidão ir embora da minha vida. Não sei o que há. Já mostrei que estou pronto para encarar a realidade, a vida à dois. Entretanto estou chegando a conclusão que a minha realidade é essa: arrodiado de pessoas e só.
Tenho até medo de ficar falando isso, pois quanto mais se fala em determinada coisa, mais o universo manda essa 'coisa'. Mas não consigo pensar em nada que não seja essa solidão desenfreada que toma conta dos meus dias, dos meus finais de semana.
Alguém pode até me dizer. "Poxa, sai, vai curtir a balada."
Posso até sair, passar uma noite sem dormir, mas não atraio as pessoas que queiram o mesmo que eu, apenas pessoas que querem curtir uma noite e nada mais. E isso me deixa triste e desestimulado. Me fazendo pensar, por que eu vou perder uma noite de sono, pra ficar vendo essas 'vulgaridades'?
Então na maioria das vezes, prefiro ficar em casa, ou sair pra casa de amigos. Sem precisar tripudiar tanto do meu corpo que já anda tão cansado da semana inteira de trabalho. Talvez seja por isso que a solidão tomou conta tão depressa. E eu, diante dessas banalidades atuais do mundo, tenha desistido de ir a caça, cruzado os braços, e estou esperando que caia do céu. Coisa que eu sei que não vai acontecer.
Porém, meus dias tem sido assim: À espera de um milagre.


sexta-feira, 25 de março de 2011

Entra

Entra - Renata Arruda

Que por uma louca razão te deixei a porta aberta.
Entra sem falar nada, só entra.
Vem!
Te convido a entrar na minha boca,
a beijar meus seios, a tocar o meu corpo.
Tua mão, minha mão, descobre onde pode,
onde vibra,
onde excita,
onde arde.
Sopra!
Levanta os meus cabelos,
sente o meu cheiro, morde o meu pescoço.
Tua pele,
minha pele,
o atrito,
o lugar mais extremo,
energético, magnética atração.
Fala tudo que eu quero ouvir.
Constrói encontros.
Descobre atalhos, inventa surpresas e marca.
Marca com força,
marca suave,
marca gemendo.
E quando for embora, não esquece.
Eu estou em você e você entrou em mim.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rapidinha

Salve, Salve meus queridos leitores e minhas amadas leitoras.
Passei aqui pois estava com muita saudade de vocês, saudade de escrever, de compartilhar meus devaneios, e claro, de receber os vossos conselhos.
Mas estive um pouco ausente porque o trabalho começou com todo gás, e como eu não gosto de trabalho, acabei pegando mais uma escola, e assumindo mais cinco turmas. Pra quem ia abandonar a sala de aula, até que tem turmas demais. [risos]
Como eu sempre falo com alguns amigos, vida de professor é assim mesmo, quase uma prostituição. [mas sobre isso eu falo em outra postagem, pois quero esmiuçar esse assunto]. Porém não é só o trabalho que toma o meu tempo, esse ano estou de volta aos palcos, e por isso estou com alguns dias ocupados, ensaiando um monólogo. [Que não deixa de ser um trabalho] Estou fazendo também aula de violão, e requer algumas horas de dedicação exclusiva. Mas ainda não acabou, à pedidos externos e internos, voltei para academia. Estava mais do que na hora de ter o meu corpinho de volta, afinal me sinto mais feliz quando consigo ver os meus músculos desenvolvidos.
Como podem ver, não tenho tempo ocioso, muito pelo contrário. Mas diferente do ano passado, esse ano estou fazendo coisas diferentes, e acima de tudo, coisas que eu gosto e me dá prazer. Talvez seja por isso que estou mais animado e mais bem humorado com os meus alunos. [risos]
Bom, passei bem rapidinho só pra dar um oi e dizer que ainda estou vivo e morrendo de saudade. Amanhã começa a semana, por isso vou repor as energias dormindo cedo...

Fiquem todos na paz, e não esqueçam de me visitar sempre. Assim que eu conseguir colocar as coisas em ordem, venho 'prozear' com vocês mais um pouco, e dividir os meus devaneios.
Hasta la vista!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Onde Deus Possa Me Ouvir

Composição: Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano

Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender

Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.

Adeus...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Príncipe que virou...

Tudo parecia que estava indo bem. Finalmente o encanto havia sido quebrado e o sapo havia se tornado um lindo príncipe.
Esbelto, charmoso, inteligente e sagaz.. era tudo o que uma romântica e sonhadora princesa esperava. Como nos contos de fada ela encontrou o seu sapo, todavia desfez o feitiço e acabou aparecendo um lindo príncipe em sua frente.
Tudo parecia um mar de rosas, foram dias esplendorosos fazendo da princesa a pessoa mais feliz daquele principado. Ela cantava para dormir, e acordava cantando. O sorriso não saía do rosto da linda princesa. Todos notavam a sua extrema felicidade perguntando o que havia acontecido. Ao passo que ela respondia apenas:
"O amor chegou!"
Mas um certo dia, não mais que de repente, a princesa não conseguiu cantar para dormir, e ao acordar percebeu que a tristeza tirara a sua linda voz e o seu belo sorriso. Sem notar ainda o que havia acontecido, a princesa procurou seu belo príncipe por todos os lugares do principado, e no fim do dia ela se deu conta de que o príncipe voltou a ser sapo.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Vida Sem Roteiros

É, chega a hora de me despedir das tão almejadas férias.
Queria muito ter vindo mais vezes aqui nesse meu cantinho, mas estava com coisas tão interessantes na minha frente que as horas passavam e eu nem percebia. E agora estou me dando conta de quantas coisas eu disse que ia fazer nas férias, e não fiz nem metade. É por essas e outras que a melhor coisa que se tem a fazer, é não planejar. Com isso estaremos aberto para o que aparecer e não ficaremos tristes ou decepcionados por não ter feito o planejado.
E um dos motivos que exponho para não se planejar nada, é que sempre acontece coisas maravilhosas. Se não for sempre, é quase sempre. E não posso negar que me aconteceram coisas inesperadas, pra não dizer inacreditáveis. Até amor abstrato eu arrumei.
Isso pra não contar que quase quis criar uma criança - Essa parte eu vou ficando por aqui pois não é apropriada para o local.
Li uma quantidade razoável de livros para 30 dias de férias. E até na leitura aconteceu o que não foi planejado. Os livros que separei para ler voltaram para a prateleira. Pois chegaram outros novos e apropriados para uma leitura de férias. Reorganizei minha sessão de leitura. Comecei o ano lendo "Os Segredos de uma Mente Milionária", esse livro vai ficar na cabeceira da minha cama. Depois li "O Preço de Ser Diferente", que por coincidência, ou destino, me ajudou a compor meu novo personagem do monólogo MEDO DO ESCURO. O terceiro livro foi "A Última Música", esse é super recomendado para uma leitura de férias e descontração. E agora estou lendo "Uma Breve História do Mundo", ainda no começo pois as redes sociais acabaram me prendendo mais do que devia ao computador.
Como já falei lá em cima. Até nos relacionamentos novidades aconteceram. Arrumei um amor abstrato no show de Maria Bethânia, pois é, isso mesmo, coisas que só acontecem comigo, quem já não disse isso uma vez na vida? Então, aconteceu comigo, e não poderia ter sido com mais ninguém. Mas enfim, altas trocas de olhares o show inteiro, tudo era recíproco, fazia muito tempo que eu não vivia uma coisa assim. E eu vacilei por não ter ido falar, pedir qualquer contato que fosse. Acho que a minha timidez assumiu o controle da situação. O fato é que acabou o show e eu não consegui saber nada da criatura. Não sei nome, não sei onde mora, pra não dizer que não sei de nada, só sei o nome de um dos amigos que estavam na mesma 'roda' que a pessoa. O nome dele é "JOHN", aliás, nome não, apelido. Que é ainda mais complicado. E a probabilidade de eu achar é menor do que ganhar na mega-sena com um só jogo. Ou seja, praticamente nulo. Essa história passou a semana inteira povoando meu pensamento, só queria saber como encontrar, tentei todas as redes sociais, e amigos. Mas ninguém conhece esse tal de John. Agora me digam se isso não é uma verdadeira paixão abstrata?! Não sei nem se da outra parte está acontecendo a mesma confusão, ou será que fui esquecido sumariamente. Isso só o destino irá dizer, por enquanto tenho que viver a minha vida. Quando tiver que ser será.

Essas foram algumas coisas que me aconteceram durante as férias. Coisas que vão ficar aqui mesmo, nas lembranças das férias de 2011, e outras que vão ser prolongadas por mais tempo. E talvez até dure um período indefinido.
É isso que quero dizer. Não planeje nada com tanta precisão, com tanto roteiro. Deixa o momento acontecer. E só assim tudo vai ser aproveitado com mais intensidade e mais prazer.
Essa foi uma das lições que eu aprendi na escola da vida. É mais uma experiência vivenciada e guardada no saco dos ensinamentos. Mas sobre isso falarei em outra postagem, pois é um assunto que tem o que falar...
Pra quem ainda tem férias, aproveitem bastante. E para ambos os casos vivam uma vida sem roteiros. Assim seremos mais felizes e mais abertos a novas e boas situações. Encontrando coisas que nos é dada de presente pelo Universo. E desencontrando aquilo que nos faz sofrer, que nos prejudica.
Nunca esqueçam: Viver uma vida sem roteiros!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Unidos Venceremos

Hey, pessoas!!
Quanto tempo não é mesmo?! Mas é que os ensaios estão de vento e popa, e também estou aproveitando essas últimas semanas de férias para fazer um check up na minha saúde. Aí já viu né?! O tempo parece que voa, então não sobra quase nada...
Espero que todos vocês estejam bem, curtindo pra caramba as férias, aproveitando ao máximo, e vivendo tudo que há pra viver. Se não estão fazendo isso, tratem logo de começar. Vai ficar aí olhando a vida passar é?

Apesar de tudo de bom que tem me acontecido, estou um pouco triste ultimamente. Fico mais triste ainda quando ligo a tv e escuto os desastres que estão acontecendo. É muito triste ver cidades lindas sendo arrastadas pela água, sem contar na população que vai junto... E o pior é que não há nada a se fazer, pois ninguém segura a natureza. E a força da água é imbatível.
Tenho dó dos homens que destroem a natureza, porque isso tudo que está acontecendo não é culpa da natureza, é culpa dos homens. Exclusivamente dos homens. É triste ter que admitir isso, mas é a mais pura verdade.
Bom, mas agora não temos que ficar lamentando, pois já aconteceu e não tem como voltar atrás. O que temos que fazer é reunir forças e ajudar essas pessoas que sobreviveram e perderam tudo. Tudo mesmo. Então só peço que você faça uma limpeza no seu guarda-roupas e tire aquelas roupas que não usa mais, aqueles cobertores que estão lá no fundo guardados sem nenhuma utilidade, enquanto pessoas estão passando frio. Vamos ser solidários, vamos ajudá-los... Sei que você está dizendo, mas um dia posso precisar desses cobertores, mas um dia se você precisar não se preocupe que Deus proverá. Tenho certeza que você já ouviu: "É DANDO que se RECEBE." Pois então, vamos arregaçar as mangas e vamos à luta.

UNIDOS VENCEREMOS!!!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Os Segredos da Mente Milionária

Fiquei pensando o que escrever na primeira postagem do ano, e principalmente nesse período de férias. Pois ainda não aconteceu nada de tão extraordinário para que me motivasse a escrever. Mas preciso falar de um livro que estou lendo, esse sim está me envolvendo todo o tempo, desde que comecei a ler.
O primeiro livro de 2011 eu tive que escolher com todo cuidado, pois é ele quem vai motivar os meus trezentos e tantos dias que se seguem.

Então, o livro é do autor T. Harv Eker, um cara que superou os altos e baixos da vida, e se tornou milionário em apenas dois anos e meio. Hoje dá palestras pelo mundo ensinando a pensar como rico. O nome do livro é "OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA", e posso dizer que estou amando. É uma verdadeira lição para quem quer ser rico. Ensina como deixar de ter uma mentalidade pobre e começar a pensar como milionário. Não pensem que é fácil, exige esforço e determinação, e acima de tudo força de vontade.
Divido com todos vocês uma das primeiras lições do livro. E nunca esqueçam: "PENSAMETOS CONDUZEM A SENTIMENTOS. SENTIMENTOS CONDUZEM A AÇÕES. AÇÕES CONDUZEM A RESULTADOS."
Tudo na nossa vida depende do nosso pensamento, surge a partir dele. Se você diz: "Eu quero ser rico", mas tem mentalidade pobre, sinto informar que o seu pensamento é mais forte do que o seu querer. E então o universo manda o que o seu pensamento deseja.
Desde que comecei a ler estou observando meu pensamento, meus desejos. Estou me prevenindo de qualquer pensamento que impeça de tornar minha mente milionária. Outra lição muito importante que estou trabalhando em cima, é o fato das queixas, das reclamações. Harv diz que "Queixar-se é a pior coisa que alguém pode fazer por saúde e riqueza." Ou seja, ficar se queixando de tudo, ficar reclamando daquilo que detestamos, é só o que vamos receber. Concentramos tanto o nosso pensamento em coisas que não gostamos, em coisas negativas, que acabamos atraindo em dobro para a nossa vida. A lei universal diz "Aquilo que focalizamos se expande."

Bom, mas acho que já falei demais. Se você gostou, e ficou curioso, eu indico essa leitura. Vai fazer bem para você, para o seu ego, e para o seu pensamento.
Agora vou voltar aos meus estudos, que minha mente precisa ser exercitada... rsrs