(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Entra

Entra - Renata Arruda

Que por uma louca razão te deixei a porta aberta.
Entra sem falar nada, só entra.
Vem!
Te convido a entrar na minha boca,
a beijar meus seios, a tocar o meu corpo.
Tua mão, minha mão, descobre onde pode,
onde vibra,
onde excita,
onde arde.
Sopra!
Levanta os meus cabelos,
sente o meu cheiro, morde o meu pescoço.
Tua pele,
minha pele,
o atrito,
o lugar mais extremo,
energético, magnética atração.
Fala tudo que eu quero ouvir.
Constrói encontros.
Descobre atalhos, inventa surpresas e marca.
Marca com força,
marca suave,
marca gemendo.
E quando for embora, não esquece.
Eu estou em você e você entrou em mim.