(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

sábado, 30 de abril de 2011

Parte 1

Eu era um homem de vinte e cinco anos, cheio de vontade de viver e de sonhos. Estudava administração. Engraçado pois nunca quis fazer esse curso, só estava cursando por um desejo inconsciente de conseguir administrar a minha vida e o meu coração.
Naquela noite estava voltando da casa da minha namorada, a Fernanda. Eu não me sentia muito bem. Estava embriagado pela beleza dela, uma coisa deslumbrante, e não conseguia entender porque ela namorava comigo, o que tinha em mim que a atraía tanto. Enfim, dirigia o meu carro em meio ao temporal que ocorria do lado de fora. Debussy começava a tocar do lado de dentro. Tudo conspirava para que eu desse uma viajada para o interior, para o meu interior.
Nesse momento estava a uma velocidade não muito adequada para uma noite de chuva. Sem perceber começo a correr mais, a velocidade vai aumentando à medida que o passado vem à tona. Já não conseguia controlar o meu corpo. De repente no meio da rua, todo molhado e vestido de branco, um rapaz com aparência de vinte anos vem em direção ao carro, não consigo ver quem é. Ele estava cada vez mais perto, mas não conseguia parar o carro. Quando o rapaz se aproximou de mim trouxe com ele uma luz muito forte e incandescente que me deixou cego. Só conseguia ouvir ruídos, mas não entendia nada. Era como um rádio velho procurando uma estação.

Não sei precisar quanto tempo tudo isso estava durando, mas depois de um longo silêncio volto a enxergar, e meio atordoado reconheço o ambiente do meu quarto. Paredes brancas com tons de azul, e no teto estrelas que brilhavam mesmo com a luz incandescente da lâmpada.
Sem dúvidas era o meu quarto.
Levanto da cama e me assusto com alguém entrando no quarto. Era a Fernanda. Mas o que ela estava fazendo ali? Saí da casa dela há poucas horas, o que será que aconteceu? Tudo isso passou numa fração de segundos pelo meu pensamento. Fui ao encontro dela, mas ela desviou do meu abraço e sentou na minha cama chorando. Perguntei desesperadamente o que estava acontecendo, mas parecia que ela não queria falar comigo, ou então não estivesse ouvindo. Fiquei de frente para Fernanda falando e olhando para os seus olhos. E foi então que tudo começou a se embaralhar na minha cabeça. Não estava entendendo porque ela não me via e nem me ouvia...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sozinho


Solidão parece que é a minha sina.
Tenho estado tão por fora do mundo que nem me reconheço mais. Nem sei a que roda de amigos pertenço. Um peixe fora d'água, é assim que me sinto quando saio do meu refúgio.
As pessoas não são mais as mesmas, eu não sou mais o mesmo. Lei natural da vida: "Nada do que foi será de novo de jeito que já foi um dia..." Tudo muda, sempre mudará. E isso me dá medo, não sei explicar porque.
A solidão tem sido minha companhia. Não consigo precisar o tempo, mas pode colocar meses. E isso ninguém sabe, ninguém vê. Não deixo transparecer, ou talvez até deixo, mas ninguém consegue me ler. Só peço ao Pai, ao meu Pai, que não deixe que façam de mim o que da pedra Ele fez. Por mais que seja cômodo, mas eu não quero. Prefiro ser assim, um artigo indefinido. Me reinventar, me contradizer.
Mas a minha realidade, a que estou vivendo e sofrendo, é a de estar sozinho. Não é a primeira vez que me sinto assim. Uma certa época da minha vida, da qual passei por uma fase complicada, me sentia do mesmo jeito de hoje.
Só.
Pensei que não passaria da tal fase, muitos foram os momentos de loucura, de tentativas frustradas. Porém, passei, superei, mas hoje me sinto como naquele tempo, na estaca zero. Sem rumo, sem destino, sem futuro. Entretanto, estou um pouco mais maduro, tentando conviver com a realidade.
Ando só, olhando para o infinito tentando ouvir o som do meu grito. Nem sei por que, não me pergunte o que eu não sei. Ando só como um pássaro voando, imerso nos próprios pensamentos. Cada dia que passa me sinto, ora como um presidiário cumprindo uma sentença, ora como um pássaro livre, que pode ir aonde quiser.
Ando só sem saber até quando.


domingo, 10 de abril de 2011

A dança

Tudo começou com aquela velha troca de olhares. Os dois, ainda tímidos, só observavam o ambiente e as pessoas. Os olhos circulavam pelo espaço, porém quando menos esperei lá estava o meu olhar fixo no olhar dela novamente.
Foi assim por alguns minutos. Tempo suficiente para tomar algumas taças de vinho e deixa-lo fazer efeito sobre a timidez. E então consegui ir até ela, conversamos muito, e tudo fluía naturalmente. Depois de alguns instantes parecia que nós já nos conhecíamos há tempos. E o mais interessante era que o desejo e o tesão só aumentavam.
Depois de algumas garrafas de vinho, a festa já estava animada. Porém eu já não observava mais ninguém. Só tinha olhos para aquela garota, tão simples, tão meiga, tão espontânea, tão atraente, tão excitante. Até então nada demais tinha acontecido. Mas ela mexia com as minhas estruturas. Uma vibração acontecia dentro de mim toda vez que eu estava ao seu lado.
Porém o clímax ainda estava para acontecer.
E quando tocou "Eu vou tirar você desse lugar", foi que tudo aconteceu. Minhas pernas tremiam, minhas mãos pareciam gelo, mas criei coragem, beijei sua mão e lhe pedi o prazer daquela dança. Sem saber que realmente seria um verdadeiro prazer.
Começamos meio tímidos, afinal de contas era o primeiro contato corpo no corpo. Senti sua pele macia, seus braços me envolvendo. Fiz o mesmo, a trouxe para mais junto do meu peito.
E tenho certeza que ela sentiu meu coração bater descompassadamente. Porém também senti seu coração bater fora do compasso normal. Entretanto, com alguns segundos parecia que eles já se entendiam, e os dois corações batiam no mesmo ritmo. Meus olhos estavam fechados desde que nossos corpos se encontraram, não sei nada do que acontecia a minha volta. Para mim só existia eu e aquela mulher deslumbrante. Me sentia nas nuvens enquanto estava em seus braços, a nossa dança era um movimento tão leve que me sentia flutuando, ou melhor, me sentia deslizando pelo salão.
Já não tinha mais domínio nenhum sobre meu corpo. O tesão já me dominava, e me excitava. Parecíamos um só corpo deslizando naquele espaço. A música ainda rolava, e sem que desgrudássemos, o nervo abaixo da cintura já fervia de tão rígido. Porém, antes mesmo que terminasse a música, o gozo já mostrava sua essência...
Por infelicidade nossa, a música chega ao fim, e a muito custo nos afastamos sem saber onde colocar a cara. Tamanha era a vergonha do que tinha acabado de acontecer ali no meio de uma dança. Olhamos um para o outro e soltamos a mais pura e linda gargalhada.
Em volta tudo estava normal, parecia que ninguém tinha percebido nada, ou se perceberam disfarçaram muito bem.
Saímos à francesa, e sob o céu iluminado, as estrelas parecendo que caíam nas nossas cabeças, nossos corpos se uniram como ímãs. Num misto de prazer e emoção.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ponto Culminante

Nada mais inspirador que a chuva.
Lá fora a água cai no chão,
Aqui dentro lava as dores.
A alma fica como uma seda pura.

Os trovões estrondam nos ouvidos.
Os relâmpagos iluminam os olhos.
Nessas horas felizes dos comprometidos.
Que podem ser abraçados, e seus medos dissipados.

Os meus cacos eu recolho.
Os meus pensamentos eu acolho.
As dores eu desfolho.
E as lágrimas eu tolho.

Tem sido assim dia a dia.
E eu transponho na caligrafia,
Os sofrimentos do coração e da alma.
E tudo o que escuto é um pouco mais de calma.

O tempo é o senhor do destino.
Mas ele já está por demais adiantado.
Sinto-me acanhado.
Achando-me o próprio inquilino.

É como se meu coração não fosse mais meu.
Como se tudo isso fosse emprestado.
Mas a chuva cai e lava as dores.
Tornando-se assim o meu apogeu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

As minhas máscaras

Quando as horas do meu dia estão todas preenchidas, não há espaço para pensamentos que me fazem sentir a pior das pessoas. Isso por uma lado é muito bom, mas por outro me deixa tão cansado fisicamente e mentalmente que não consigo transpor para o papel as coisas que eu sinto.

Mas não é sobre isso que quero falar. Talvez até tenha haver com o tema escolhido para essa postagem. Desde que comecei a escrever sobre a tal da solidão, tenho me sentido mais inspirado. Quando escuto uma música, quando assisto a algo na televisão, qualquer palavra ou frase me inspira a escrever alguma coisa. Claro que os temas não poderiam ser diferente daquilo que estou sentindo e vivendo. Quer queira quer não tudo fica no meu subconsciente. Então temas do tipo, solidão, paixões desenfreadas, amores impossíveis, razão, emoção, desejos e desilusões é que me chamam a atenção, que me faz parar e escutar o que está sendo dito.
Porém hoje depois de um dia longo de trabalho, paro um minuto para ver o que está passando na televisão e um certo programa atrai a minha atenção. E um dos temas era sobre as máscaras que todo ser humano tem. A partir daí comecei a pensar sobre as minhas próprias máscaras, e descobri que não tenho apenas uma, tenho várias. Tanto que as vezes nem eu mesmo sei quem sou.

É até estranho estar falando sobre isso, eu que tenho tantas máscaras, como posso tirá-las assim de uma hora para outra. E é esse um dos meus receios de ir a um terapeuta. Acho que não conseguirei me abrir, falar tudo o que sinto no mais íntimo do meu ser. Tenho medo de ser invadido. Gosto dessa ideia de ser misterioso. Mas eu sei que preciso fazer terapia, isso vai me ajudar muito a crescer como ser humano.
Enfim, voltando as minhas máscaras. Tem uma que já não sei se ainda permanece, ou se já caiu faz tempo e eu nem percebi. É a máscara do palhaço, extrovertido, que está sempre rindo, mesmo quando a alma chora. Gosto de fazer as pessoas rirem, detesto ser o coitadinho, que está sempre se lamentando. Então coloquei essa máscara, e sempre quando saio do meu altar particular, tudo que é tristeza fica por lá mesmo. Carrego comigo essa máscara, a máscara do sorriso.
Mas essa nem é tão mal assim. Por um lado é muito bom, as pessoas gostam de estar perto de criaturas que a façam rir. Porém tem um lado ruim, é quando uma pessoa espera tanto de mim, e eu estou tão mal por dentro, que não consigo ser aquele ser tão alegre e contagiante. Isso acaba em decepção.
Eu sei que decepção faz parte. A decepção ajuda no crescimento.

E essa é outra máscara que possuo. Só de pensar em magoar ou decepcionar alguém já fico mal, mesmo me decepcionando e sendo magoado a todo instante. Mas é uma coisa que venho tentando me trabalhar, queria me impor mais, dizer o que penso sem medo. Porém na prática a coisa não é tão fácil. Tenho essa mania de querer agradar as pessoas. Mesmo quando não estou de acordo. Acho que talvez por isso eu não tenha um lado crítico bem desenvolvido. Admiro as pessoas que sabem fazer uma crítica construtiva, colocar suas opiniões sem se importar com o que os outros vão achar. Eu não consigo ser assim. Tenho uma necessidade absurda de querer que as pessoas gostem de mim. Tá, eu sei muito bem o nome disso.
Carência.
O que fazer para mudar isso? Uma pergunta que até hoje não consigo responder. Se alguém souber a fórmula, por favor me ajude...

Tenho muitas outras máscaras, das quais agora não me recordo. Mas essas descritas acima são as que mais andam comigo. Não podia ter escolhido profissão melhor. Talvez nem tenha sido escolha, mas destino. Todo ator tem milhões de máscaras, se não fosse assim não conseguiria interpretar bem. É por isso também que todo artista faz terapia, análise e outras coisas do gênero. A necessidade de se encontrar, de não deixar essas máscaras dominar a vida real é muito importante.
As minhas máscaras também é uma forma de proteção. Aliás, toda ela é uma proteção. Pra falar a verdade, sou muito chato, acho que é até insuportável de se conviver comigo. Ou será tudo isso o fato de ter momentos de eu querer ser quem sou e as máscaras não me deixarem mostrar? Elas já fazem parte de mim, que até eu mesmo me confundo. Chego a ficar sem saber quem eu sou.
Eu sei, já cheguei a conclusão de que preciso fazer terapia urgentemente. Mas máscaras todo mundo tem, e muitas vezes ela é até útil.
Como diz o eterno Chaplim: "SORRI QUANDO A DOR TE TORTURAR E A SAUDADE ATORMENTAR OS TEUS DIAS TRISTONHOS, VAZIOS... SORRI VAI MENTINDO A TUA DOR E AO NOTAR QUE TU SORRIS, TODO MUNDO IRÁ SUPOR QUE ÉS FELIZ."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Apenas mais uma de solidão

Acordei com a promessa de focar nos afazeres do dia. Sem deixar que a solidão invadisse toda a minha mente. Me doando de corpo e alma ao trabalho não teria espaço para ficar remoendo o passado, ou me iludindo com o futuro.
Tudo ia bem até o meio do dia. Tive a minha hora de almoço, estava feliz, apesar de ser uma segunda-feira, mas eu estava disposto a seguir em frente e me dedicar ao trabalho com afinco e amor. Porém ao retornar para o segundo expediente, no caminho me deparo com um casal que tinha em volta um luz cor de rosa. Não sei o que deu em mim, mas parei como se houvesse uma barreira, ou algo que estivesse atrapalhando a minha passagem. Não tirava os olhos do casal, pois eles exalavam amor, carinho, atenção e cumplicidade.
Ao mesmo tempo que achei aquilo a coisa mais linda, tive inveja, da espontaneidade que eles se curtiam. Mas como eu não queria ficar colocando olho gordo naquele casal tão apaixonado, segui em frente, entretanto agora com a solidão me fazendo companhia. E pra piorar a tristeza veio junto. Me sentia a pior das pessoas, a mais solitária, a mais 'sei lá'.
Respirei fundo, recitei alguns mantras e voltei para mais uma jornada de trabalho. Agora mais do que nunca focado nas tarefas a serem cumpridas, sem notar que tudo aquilo era apenas uma fuga. Mas não tive escolha. Ou fugia, ou ficava triste acompanhado da solidão. Preferi a primeira opção.
Só que o dia ainda não tinha acabado. E mais tarde todo o meu pensamento foi invadido pela luz. Aquela luz que alumia. Andava pela rua olhando para todos os lados na esperança de encontrá-la novamente, e fazer com que essa solidão fosse pra bem longe.
O céu ainda estava claro, porém com uma cor diferente. Nos ouvidos o som inspirador da diva, só faltava a luz brilhante vinda daquele ser.
E em determinado momento, encontro uma criatura parada na minha frente, mas os olhos dela estavam à procura de outra coisa, ou de outro alguém. Tudo bem que não tinha a luz que eu desejava, e esperava. Mas tinha algo de encantador em volta de si.
Pensei tudo isso em fração de segundos quando passei ao lado dela. E quando olhei pra trás vi o encontro de mais um casal apaixonado. A tal pessoa que ela procurava tinha chegado e roubado todo o encantamento que tinha me hipnotizado.
Olhei pra frente com os olhos cheios de lágrimas querendo que um buraco se abrisse abaixo dos meus pés. Me achando a pessoa mais ridícula do universo. Como esse buraco não se abriu, tive que me conformar mais uma vez com a companhia arrasadora da solidão.
E nos olhos ficou, novamente, a esperança de encontrar aquela luz incessante.
A luz dominadora.

domingo, 3 de abril de 2011

Luz que alumia

Naquela noite, olhei para o céu e nunca tinha visto tantas estrelas. Mas foi aqui na terra que uma luz encandeou os meus olhos. Uma luz vinda de um ser que não conhecia. No céu o espetáculo das estrelas, nos ouvidos o som de uma diva, e bem diante dos meus olhos a luz vibrante, energética de um ser que tinha tudo para mudar a minha vida.
Mas o que eu não esperava era que, assim como surgiu, esse ser desapareceu. Não deu tempo para saber quem era de onde vinha e pra onde iria. Meus olhos procuravam aquela luz brilhante que quase me deixara cego de tanta energia. Mas foi uma procura fracassada, pois ninguém sabia e ninguém viu.
E então tudo o que me restava era voltar para a solidão. Depois de um lindo espetáculo no céu, na terra e na alma. Depois de uma noite inesquecível, a solidão me esperava. Porém o que eu não sabia era que a solidão fosse fazer morada em meu peito. E até hoje ela permanece, me fazendo ter dias insuportáveis.
Por onde andas luz incessante?
Meus dias tem sido de par em par, mas não me canso de procurar e esperar por ti, luz que vibra. Vem e me tira dessa solidão.
Vem, luz que alumia.

À espera de um milagre

Solidão é uma coisa que ninguém quer sentir. Quando se fala em solidão todo mundo treme.
Mas parece que ela me visitou e ficou.
Tenho muitas pessoas à minha volta, mas nenhuma que faça essa solidão ir embora da minha vida. Não sei o que há. Já mostrei que estou pronto para encarar a realidade, a vida à dois. Entretanto estou chegando a conclusão que a minha realidade é essa: arrodiado de pessoas e só.
Tenho até medo de ficar falando isso, pois quanto mais se fala em determinada coisa, mais o universo manda essa 'coisa'. Mas não consigo pensar em nada que não seja essa solidão desenfreada que toma conta dos meus dias, dos meus finais de semana.
Alguém pode até me dizer. "Poxa, sai, vai curtir a balada."
Posso até sair, passar uma noite sem dormir, mas não atraio as pessoas que queiram o mesmo que eu, apenas pessoas que querem curtir uma noite e nada mais. E isso me deixa triste e desestimulado. Me fazendo pensar, por que eu vou perder uma noite de sono, pra ficar vendo essas 'vulgaridades'?
Então na maioria das vezes, prefiro ficar em casa, ou sair pra casa de amigos. Sem precisar tripudiar tanto do meu corpo que já anda tão cansado da semana inteira de trabalho. Talvez seja por isso que a solidão tomou conta tão depressa. E eu, diante dessas banalidades atuais do mundo, tenha desistido de ir a caça, cruzado os braços, e estou esperando que caia do céu. Coisa que eu sei que não vai acontecer.
Porém, meus dias tem sido assim: À espera de um milagre.