(Confissões de uma Águia misteriosa)

Dor? Sofrimento? Sim, sinto e tenho, mas nada é fácil nesse mundo. Enfim, se você se conforma com a vida que tem, é porque tem medo de tentar, e eu não tenho e lutarei até o fim.

Sobre a Águia

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Eu não sou nada. Não posso querer ser nada. Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo... Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador: o poeta pode contar coisas não como foram, mas como deveriam ter sido, enquanto o historiador deve relatá-las não como deveriam ter sido mas como foram, sem acrescentar ou subtrair da verdade o que quer que seja.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sem Título 1

Meu peito quase não resistiu tamanha era a saudade que sentia por ti. Por onde andavas enquanto eu te procurava? Confesso que foram dias nublados, o brilho das estrelas estava oculto. Tentei juro que tentei afastar a chuva, o frio e a dor da saudade, mas acho que foi uma tarefa sem sucesso.
Há quem diga que eu estava muito bem, feliz como ninguém. Mas só eu sei o que se passava dentro de mim. Ocultei a minha dor assim como as nuvens fizeram com o brilho das estrelas, assim como fizeram com o teu brilho.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parte 2

[Parte 1]

Tentei de todas as maneiras me comunicar com a Fernanda, mas todas as tentativas fracassadas. Se ela não me ouvia, se ela não conseguia me ver, então aquele não era eu, ou talvez fosse tudo um sonho. Fernanda chorava agarrada ao travesseiro. Eu desesperado percebi que não conseguia sair daquele sonho.
Mas então não era sonho, e sim tudo uma realidade confusa. Descobri quando, por fim, consigo entrar nos pensamentos da Fernanda e ouvi-la dizer que não ia conseguir viver se não fosse ao meu lado. Aquilo tudo caiu como uma bomba, então comecei a perceber o que estava acontecendo.
Eu estava morto.
Era por isso que ela não conseguia me escutar. Uma luz brilhante invadiu o quarto, e por entre ela surge um ser, que em instantes percebo que era a minha mãe. Minha mãezinha que havia me deixado há alguns anos. Ela estava mais linda do que a última vez que nos vimos. Com um sorriso acolhedor, abriu os braços em minha direção. Fui ao encontro dela e caí no choro ao sentir aquele abraço que há tempos procurava.
Diante disso tive a certeza que estava morto. Mas como eu havia morrido se estava ali no meu quarto, com as minhas coisas, minha cama. Olhei para cama e vi que minha namorada dormia abraçada com o meu travesseiro. Foi aí que desejei muito conversar com a Fernanda, queria confortá-la e dizer que estava tudo bem. Dei uma olhada suplicante para a minha mãe, que me retribuiu com uma piscada. E disse que ainda não era possível. Fiquei descontrolado, querendo falar com ela, mas minha mãe disse para eu ter calma que a hora ia chegar e que dependeria de mim o tempo em que iria acontecer.
Acompanhei a minha mãezinha, e juntos entramos naquela luz que iluminava todo o meu quarto. Sentia uma paz invadir o meu ser, porém não sentia dor alguma. Ainda não acreditava que podia estar morto. Não pensava que fosse tão fácil morrer.
Estava muito feliz em ter a minha mãe ao meu lado novamente. Não sabia para onde ela estava me levando, mas também nem queria saber. Só em estar com ela já me dava por satisfeito. Não falamos nada durante o caminho, eu estava encantado com uma luz me guiando. Flutuava sobre uma cidade cheia de luzes que cada vez ficava menor até desaparecer dando espaço para uma linda paisagem onde o sol já clareava.
Minha mãe me levou para um quarto e disse para eu descansar que logo mais ela viria me buscar para conhecer o lugar onde eu iria morar a partir de então, apesar de não me sentir cansado obedeci parecendo aquela criança que fui um dia. Mas só a deixei ir depois de receber um beijo carinhoso na face, me deixando mais seguro e protegido.